• Outubro de 2017
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FecomercioSP prevê pouco avanço do faturamento do varejo em SP no mês

A expectativa para o desempenho do comércio varejista paulista em dezembro é de que, na melhor das hipóteses, vá repetir o resultado do ano passado, com faturamento de R$ 54,5 bilhões, de acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e divulgada nesta quinta-feira, 11.

Para o economista da Federação, Altamiro Carvalho, o fraco desempenho esperado para o mês pode ser explicado por pelo menos dois fatores: a menor disponibilidade do 13º salário para compras e uma demanda baixa por crédito por causa da cautela do consumidor. "As duas principais fontes de sustentação de consumo que a gente vê em dezembro tendem a ser, em termos reais, inferiores às do ano passado", diz. "Por isso, a nossa projeção aponta que um cenário razoável seria o de crescimento zero em relação a dezembro de 2013."

A principal influência negativa para o desempenho de dezembro deve vir do segmento de eletrodomésticos e eletrônicos, com um recuo esperado de até 21,4% nas vendas ante o mesmo mês de 2013, alcançando faturamento de R$ 2 bilhões. Carvalho explica que eletrodomésticos e eletrônicos são bens que dependem de crédito e são afetados pela baixa confiança do consumidor. "Além disso, no ano passado, o setor tinha incentivos fiscais e as vendas foram altas. Com isso, partimos de uma base de comparação elevada", afirma.

Já os supermercados devem apresentar o melhor resultado entre os segmentos no mês, com alta estimada em 8,4% ante dezembro de 2013, atingindo um faturamento real de R$ 11,6 bilhões. "É o segmento que tem o maior volume de faturamento de todo o comércio varejista. Esse crescimento de 8,4% é que vai impedir uma queda no faturamento do setor no mês", explica Carvalho.

O levantamento aponta ainda que neste último mês do ano as famílias paulistas devem continuar dando prioridade ao consumo de bens essenciais, como alimentos, produtos de higiene e medicamentos, em detrimento ao consumo de bens duráveis (veículos, eletrodomésticos e materiais de construção).