• Setembro de 2017
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Indústria automobilística deve registrar recuperação só em 2016

Depois de um ano difícil, em que o setor deve cair cerca de 10% em relação aos números de 2013, a indústria automobilística brasileira deverá ter em 2015 vendas no mesmo nível de 2014, com recuperação do mercado nacional só em 2016. Essa é a expectativa do presidente da Ford América do Sul, Steven Armstrong, que participou de tradicional almoço de fim de ano com a imprensa em São Paulo. Segundo o executivo, apesar das dificuldades do segmento, a empresa segue investindo. A companhia mantém plano de aportar R$ 4,5 bilhões no País entre 2011 e 2015.

O vice-presidente da Ford para a América do Sul, Rogelio Golfarb, destaca que ainda há desafios, como o crédito bancário, que continua seletivo. “E a subida da taxa de juros não ajuda o nosso setor”, afirma.

Ainda segundo Golfarb, a empresa trabalha com a expectativa de que o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) voltará ao patamar normal – no caso dos carros com motor 1.0 litro, a alíquota subirá de 3% para 7% – a partir de janeiro. Apesar desse cenário, o vice-presidente da companhia assinala que é necessário um ajuste fiscal no País.

A montadora também avalia que a taxa de juros do PSI-Finame, linha de crédito do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), voltada para a compra financiada de caminhões, deve subir no ano que vem. Atualmente está em 6% ao ano.

Para o diretor de operações de caminhões da Ford, Guy Rodriguez, se subir dois pontos percentuais, ainda assim será interessante para que o segmento consiga efetivar vendas financiadas. Essa categoria de veículo deve amargar, neste ano, queda de 13%, como reflexo da fraca atividade econômica do País.