• Outubro de 2017
Home / Notícias

Vendas de lojas físicas e de e-commerce recuam de 3,5% a 4% na Black Friday 2014

As vendas das lojas físicas e do comércio online por ocasião da Black Friday recuaram entre 3,5% e 4% este ano em comparação com o desempenho do evento de 2013. Isso reafirma a expectativa de que este Natal será fraco, com a menor taxa de expansão de vendas desde 2003. Os cálculos do economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), para avaliar o desempenho total da Black Friday levaram em conta duas pesquisas de vendas e o peso do varejo online no comércio total, que ainda é pequeno e gira em torno de 2%.

De acordo com a Serasa Experian, na semana da Black Friday as vendas nas lojas físicas recuaram 4,6% em relação a igual período do ano passado. Enquanto isso, na sexta-feira, dia da Black Friday, houve um crescimento de 51% na receita das lojas online, que atingiu R$ 1,160 bilhão, segundo a E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico. Considerando o desempenho dos dois segmentos do varejo, Bentes diz que houve um deslocamento de vendas das lojas físicas para o varejo online nesse período.

“Isso reforça a expectativa de um Natal fraco, com crescimento de 2,3%, a menor expansão em 11 anos”, afirma o economista. Essa avaliação é compartilhada por Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, que acompanhou as vendas de cerca de 6 mil lojas do varejo físico na semana da Black Friday. “Houve deslocamento do consumo das lojas tradicionais para o comércio online e a Black Friday deve antecipar o Natal, que será fraco, com crescimento de 2%.”

Os indicadores das vendas da cidade de São Paulo mostram que o varejo continuou fraco em novembro, apesar da Black Friday. No mês passado, as consultas para vendas a prazo foram 1% menores em relação ao mesmo mês de 2013, mas os negócios à vista aumentaram 3,3% nas mesmas bases de comparação. “Quem vendeu bem no fim de semana após o pagamento da primeira parcela do 13º salário foram os hipermercados e as lojas de rua”, explica o economista da Associação Comercial de São Paulo, Emilio Alfieri.