• Novembro de 2017
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Cresce procura por tintas e varejo "segura" preços até 2015

Manaus – O Natal está chegando e população mantém a tradição de pintar as casas para a passagem de ano, estimulando as vendas de material de construção, que chegam a dobrar nesse período, segundo estabelecimentos consultados.

Apesar da procura elevada, os preços dos produtos de pintura não foram reajustados, mesmo com a majoração da gasolina e da pressão inflacionária, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção (Simacon).

De acordo com o sindicato varejista, os preços de galão variam entre R$ 25 a R$ 100. As mais vendidas são as tintas foscas e as semibrilho. As vendas no fechamento do segundo semestre devem crescer até 45% em relação ao primeiro.

O industriário Carlos Flávio já sabe quanto pretende desembolsar com os produtos de pintura, mas descobriu uma maneira de poupar.

“Quero gastar uns R$ 150, mas eu mesmo vou pintar para economizar”, contou. “Gosto de manter a casa limpa, organizada e dá uma visualidade melhor. Todo ano faço isso”, disse.

O aumento da procura eleva o faturamento das lojas, como na JLN da Avenida Autaz Mirim, zona leste de Manaus. “É o melhor período, chega a dobrar as vendas”, informou o gerente Willian Ribeiro.

A loja faz promoção para incentivar ainda mais o consumo. Um latão de 18 litros de tinta acrílica custa R$ 50, contando com desconto de 25,3%.

Além das tintas, as vendas de massa corrida e outros utensílios de pintura, como rolos, também estão aquecidas e devem crescer ainda mais no decorrer de dezembro. Na JLN, a massa com 25 quilos para interior pode ser encontrada a partir de R$ 25 e o rolo, a R$ 10.

Na IB Tintas, bairro Dom Pedro, zona oeste, uma das opções é fazer a pigmentação ou mistura de cores. Um galão de 3,6 litros sai, em média, a R$ 62, contando com a mistura de três pigmentos. Há também o latão com tinta fosca a R$ 99 e massa corrida interna (18 kg) a R$ 34,90. Segundo a vendedora Elisângela Ribeiro, as vendas crescem até 30% em dezembro, comparado com outros meses do ano.

O trabalhador do setor de logística Rafael de Oliveira está habituado a ajudar na pintura da casa da mãe, que acontece todos os anos antes das festas de Natal e Ano Novo. A preparação da casa é para receber a família, que se reúne nas festas de final de ano. “Ela sempre pinta por dentro e por fora para passagem de ano. É uma tradição para deixar o ambiente diferente e passar as datas comemorativas”, disse Rafael.

Correção da tabela será no próximo ano

Os preços ainda não subiram, mesmo com o recente aumento dos combustíveis, que normalmente encarecem o frete, além da inflação em alta.

“Ainda não (sofreram aumento), mas fatalmente vão sofrer. Tudo indica que no início do ano nós vamos começar com novas mexidas na tabela (de preços)”, disse o presidente do Simacon, Aderson Frota.

O representante ressaltou que o frete faz parte da composição do preço dos produtos do comércio e da indústria. Além do frete, as fábricas de tintas de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife repassam as variações de dólar e as convenções coletivas que aumentam os salários.

O gerente Willian Ribeiro afirma que os distribuidores de produtos de construção já repassaram aumento de 5% a 7%, em função do aumento dos combustíveis.

“Já está influenciando, mas vamos tentar segurar o preço. Caso mexamos, será na redução do desconto”, disse.

Fonte: new.d24am.com

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