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Sexta-feira, 14 de Maio de 2010
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Cresce a participação dos jovens entre os inadimplentes
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Eles entraram há pouco tempo no mercado de trabalho e muitos ainda estudam. Mal completaram 20 anos e, em alguns casos, ainda moram com os pais. Mas a realidade é que estão inadimplentes: os jovens têm tido representatividade cada vez maior entre aqueles com dívidas em atraso, realidade para a qual se deve acender o farol vermelho.
Uma pesquisa realizada pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) em abril deste ano mostrou que, dentre os inadimplentes brasileiros, 8% têm menos de duas décadas de vida. No ano passado, por sua vez, a participação deles entre a população com as dívidas em atraso era de 4%, o que mostra o avanço.
De acordo com o economista da associação, Marcel Solimeo, esse crescimento está muito mais relacionado à entrada de novos consumidores brasileiros no mercado de crédito. “O grau de inadimplência dos novos no mercado é maior, pelo fato de terem menos hábito de tomar crédito e mais necessidades a serem sanadas. Entre esses novos consumidores, estão os jovens”, explicou.
O assunto é tão sério que até mesmo a Fundação Procon-SP lançou neste ano uma cartilha para o jovem consumidor, disponível no portal da entidade (www.procon.sp.gov.br).
Problema crônico?
Para o presidente e fundador da Associação Brasileira do Consumidor, Marcelo Segredo, o problema atravessa várias gerações, porém, de forma silenciosa. “Esses jovens que agora estão com 20 anos cresceram vendo seus pais usarem o limite do cheque especial, do cartão de crédito, entrando em financiamentos de longo prazo, comprando TVs financiadas. Então, para este jovem, tornou-se hábito comum tudo isso”.
Uma das causas da inadimplência dos mais jovens, em sua opinião, é a falta de educação financeira tanto nos lares quanto nas escolas. Isso sem contar a questão social: “O jovem, para que se sinta inserido em determinado grupo social, acaba consumindo coisas que não pode e que fogem de sua realidade”, disse Segredo.
Outra causa seria o crédito fácil no Brasil. “Hoje, o que se tem é oferta de crédito indiscriminada. O importante é vender. O critério para se conceder o crédito no Brasil está muito banalizado”, completou.
Para poder sair dessa situação, Segredo indicou ao jovem “tratar do problema em sua essência”, tentando descobrir para onde está indo o dinheiro, tentando "estancar buracos" e fazer com que o dinheiro sobre ao final do mês. Assim, será possível renegociar a dívida, pagando uma parcela que não deve ultrapassar 20% da renda mensal.
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Fonte: Info Money Pessoal
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Tags: Inadimplência
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