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Quarta-feira, 12 de Maio de 2010
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Sem IPI, vendas da construção crescem 20% em 12 meses
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As vendas de materiais de construção beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cresceram 20% nos últimos 12 meses, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). A medida completou um ano no último dia 1º de abril e está em vigor até o final de 2010. Os itens pesquisados representam 25% do mix de uma loja de material de construção.
Nas lojas, dos produtos desonerados, o cimento foi o que mais teve procura, com crescimento de 25% no volume de vendas nos últimos 12 meses. Em segundo lugar, vem o segmento de tintas, com aumento de 23% no volume de vendas, seguido por revestimentos cerâmicos (19%), argamassas (15%) e metais sanitários (12%).
Para a Anamaco, a redução foi uma das principais responsáveis pela recuperação do setor nos últimos 12 meses. "Iniciamos 2009 com uma retração nas vendas de 12% no primeiro bimestre e só começamos a melhorar esse índice depois que a desoneração foi implementada", explica Cláudio Elias Conz, presidente da entidade.
Segundo ele, na prática, a desoneração reduziu os preços dos produtos em torno de 8,5%. "Quem sentiu mais os efeitos da medida foram os consumidores de menor poder aquisitivo, que geralmente fazem mais pesquisas de preço e optam pelos produtos mais em conta. Para quem estava construindo uma casa popular (em torno de R$ 40 mil), o benefício significou uma economia de aproximadamente R$ 1,5 mil ou a construção de um banheiro", completa.
De acordo com a entidade, os efeitos da redução do IPI só passaram a ser sentidos pelo setor dois meses após o anúncio da medida. "No início, as lojas tiveram de trabalhar com preços médios, porque os estoques ainda estavam com mercadorias antigas (a redução não valeu para os estoques e o giro das mercadorias do setor é de 60 a 90 dias). Em contrapartida, o consumidor já estava solicitando o desconto no balcão", explica Conz. "No nosso caso foi um pouco diferente do estímulo aos demais setores porque as reformas têm que ser planejadas, nem que seja minimamente. Ninguém entra em uma loja de material de construção e por, mais bonito que seja o piso ou por mais argumento que o vendedor tenha, compra por impulso. Por outro lado, essa característica contribuiu para que a venda de outros produtos sem IPI reduzido crescessem. É aquele pensamento: já que vou trocar o metal sanitário, vou aproveitar para trocar o piso, para pintar o banheiro. Foi assim que a redução do IPI para os principais produtos do setor auxiliou nesta recuperação de vendas", completa.
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Fonte: JB Online
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Tags: Ipi, Materiais de construção
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