• Outubro de 2017
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Porto Alegre: Ação conjunta movimenta varejo e turismo

Campanha criada em parceria entre a Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA), o Sindilojas Porto Alegre e o Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (Sindipoa) irá promover atrações para estimular a circulação de visitantes na Capital, além de estimular que casas, prédios públicos e estabelecimentos comerciais da cidade sejam iluminados para o Natal. Com o nome de Brilha Porto Alegre, a ação se inicia no dia 28 de novembro, com a chegada do Papai Noel, no Shopping Total. Outras atrações que prometem transformar os 30 dias que antecedem o Natal em um período lúdico serão implementadas em diversos pontos da cidade. Na programação, entre outras atividades culturais, estão previstas cinco sessões de projeções em 3D na fachada da Usina do Gasômetro e uma série de concertos natalinos, que ocorrerão no Parque Moinhos de Vento (Parcão), Praça da Matriz, e no Colégio Pão dos Pobres.

A expectativa dos empresários é de que, até 2017, a campanha gere crescimento real em torno de 15% para os negócios do comércio e do turismo. “Isso vai representar cerca de R$ 65 milhões nas vendas de final de ano, que hoje são aproximadamente R$ 400 milhões”, contextualiza o presidente da CDL-POA, Gustavo Schifino. De 20 de novembro a 22 de dezembro, ainda ocorrerá recolhimento de brinquedos doados pela comunidade em geral, na chaminé Toca do Papai Noel, na Usina do Gasômetro. O prédio contará ainda com uma decoração especial, com bolas gigantes e mobiliário urbano com neve. Para atrair visitantes para a Capital nos próximos anos, as entidades irão convidar as principais operadoras de turismo do Brasil para assistir às projeções mapeadas em 3D, buscando estimular a atuação destas empresas na divulgação de Porto Alegre como destino a partir de 2015.

De acordo com Schifino, a iniciativa focada em alavancar o turismo é uma forma de reverter nos próximos anos o quadro de “estabilidade nas vendas” já previsto pela entidade para o final deste ano. “Pelo menos nos levantamentos iniciais, não estamos estimando crescimento real para o período”, adianta o dirigente, anunciando que a CDL-POA deve divulgar na próxima semana uma pesquisa de intenção de compras realizada junto a consumidores visando ao Natal de 2014.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Abdon Barretto Filho, opina que “qualquer ação que busque enfrentar a sazonalidade e inconstância da demanda na hotelaria da Capital”, que baixa entre os dias 15 de dezembro e 15 de março (quando o fluxo de turistas de negócios e eventos cai e o índice de ocupação é menor que 50%), contribuirá para gerar emprego e renda para o setor, e também para alavancar o comércio da cidade. “O melhor exemplo de iniciativa semelhante que temos aqui no Rio Grande do Sul é Gramado, que conseguiu instituir o Natal Luz. Já no exterior, o líder é a França, que hoje recebe 80 milhões de visitantes trabalhando com esta ideia de calendário promocional dos dias azuis (que é quando há baixa na demanda hoteleira).”

Entre os locais públicos que serão iluminados estão Santa Casa, Santander Cultural, Chafariz do Largo Glênio Peres, Padre Chagas, prédio do Dmae e outros. A partir de hoje, é possível encontrar a programação completa da campanha no site do Brilha Porto Alegre. “A Capital pode vir a ser uma cidade onde os turistas queiram passar dois ou três dias, antes de ir para a Serra Gaúcha”, destacou o presidente do Sindpoa, Henry Chmelnitsky. “Esperamos que todos os lojistas se engajem nesta campanha, que, com certeza, irá contribuir para que Porto Alegre seja uma cidade diferenciada no futuro”, completa o presidente do Sindilojas, Paulo Kruse.

Brasileiros vão destinar 13º para compras natalinas

Oito em cada 10 brasileiros (82%) devem gastar o 13º salário em compras de Natal neste ano, mostra pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com o Portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz.

Desse total, 55% disseram que vão utilizar apenas uma parte do montante recebido para comprar presentes, enquanto 27% informaram que pretendem gastar todo o 13º em compras. Segundo o levantamento, apenas 18% responderam que não devem gastar o dinheiro com presentes.

Entre o grupo dos que não vão gastar nada, 46% disseram que pretendem economizar, poupar ou investir o dinheiro recebido; 24% responderam que vão usar para pagar dívidas; 14%, para viajar, e 5% afirmaram que ainda não decidiram o que vão fazer com o montante recebido.

A pesquisa ouviu 624 consumidores de ambos os sexos e de todas as classes sociais nas 27 capitais brasileiras. De acordo com o SPC Brasil, a margem de erro do levantamento é de, no máximo, 3,7 pontos percentuais.

Atividade do comércio fica estável em outubro

O movimento no comércio ficou praticamente estável em outubro em comparação ao mês anterior, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. Houve uma alta de 0,1% na atividade no mês passado. Em setembro, o indicador havia mostrado um avanço de 0,9%. Com o resultado do mês passado, o movimento dos consumidores nos estabelecimentos comerciais acumulou, de janeiro a outubro de 2014, alta de 4% em relação ao mesmo período de 2013.

Segundo os economistas da Serasa Experian, juros altos encarecendo o crédito, inflação oscilando ao redor do teto da meta de inflação, pressionando o poder de compra das famílias, e o baixo grau de confiança dos consumidores continuam impedindo movimento mais intenso da atividade varejista neste ano.

O segmento pesquisado que mais influencia positivamente o índice no ano é o de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas. Nesse setor, a taxa de crescimento é de 4,4% nos primeiros 10 meses de 2014, comparados com o mesmo período de 2013. O segmento de material de construção é responsável pela maior influência negativa, mostrando uma queda de 4,7% no movimento entre janeiro e outubro deste ano.

Na comparação do mês passado com setembro deste ano, houve alta de 3,9% na atividade do segmento de veículos, motos e peças; e de 2,8% em supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas. Os dados são desassonalizados.