• Outubro de 2017
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Franquias de comida saudável crescem e exigem cuidados

São Paulo – Saúde e bem-estar. Com níveis de obesidade cada vez maiores, os brasileiros estão se guiando por esses dois pilares também na hora de se alimentar. Uma pesquisa nacional, feita pela Fiesp com o Ibope, mostrou que quase 70% dos brasileiros estão acostumados a ler rótulos de alimentos e 32% fazem escolhas com base nos nutrientes que vão ingerir. Esta constante busca por uma alimentação mais equilibrada e saudável tem impulsionado o mercado de negócios e franquias.

De olho nos consumidores que querem manter uma dieta equilibrada mesmo quando estão na rua, o Mixirica, rede de fast-food saudável que faz parte do grupo SMZTO Holding de Franquias, reformulou o layout das lojas e ampliou o cardápio. “Antes, 60% do cardápio era focado na alimentação equilibrada. Hoje, 99% dos pratos do cardápio são”, afirma Fred Loriggio, diretor de operações da rede.

Fundada em 2010, a rede hoje tem 100 unidades vendidas no país e vai abrir 15 lojas até o final do ano. A região Nordeste e o Rio de Janeiro são dois locais prioritários para a expansão. “Tem uma aceitação grande por saladas e sucos e durante o ano inteiro faz calor”, explica Loriggio.

Para abrir um restaurante da marca é preciso um investimento inicial de 149,9 mil reais e o prazo de retorno do capital investido é de 24 a 35 meses. Uma loja de rua precisa de uma área mínima de 70 metros quadrados.

Marcus Rizzo, especialista em franquias e sócio da consultoria Rizzo Franchise, afirma que trabalhar com marcas que adotam o conceito de alimentação saudável demanda atenção por parte do franqueado. “Esse tipo de operação demanda muito treinamento e de um acompanhamento rigoroso na produção”, afirma.

No caso de marcas especializadas na venda de produtos naturais e saudáveis, Rizzo acredita que a experiência de compra do cliente é essencial para quem deseja se destacar no mercado.

Carlos Wizard Martins, presidente da Mundo Verde, acredita que este mercado está em alta e só tende a crescer. “O mercado é muito competitivo, mas a entrada de novos concorrentes não é tão simples porque eles precisam conhecer os fornecedores e atender as expectativas do cliente”, explica. A marca foi comprada pelo empresário, que criou o grupo Multi, em agosto desse ano.

Com um mix de 6 mil produtos, a rede conta com 335 lojas e a estratégia de expansão tem como objetivo alcançar 650 lojas em 2018 e um faturamento de 1 bilhão de reais. Neste ano, a receita do Mundo Verde deve fechar acima de 400 milhões de reais.

“Equipes bem treinadas e bem qualificadas rendem mais. A empresa que quiser se diferenciar no mercado tem que se qualificar. Não tem com contratar uma pessoa pronta, por isso é um processo de investir e formar”, afirma Martins.

Uma loja de 60 metros quadrados da marca exige um investimento inicial de 280 mil reais e a taxa de franquia custa 55 mil reais. Cada unidade fatura, em média, 120 mil reais ao mês. Para Martins, o franqueado ideal tem que ter espírito empreendedor e estar à frente do negócio.

Também atuando no segmento de alimentação saudável e venda de produtos naturais, a rede de franquias Internutri foi fundada em 2005, em São Paulo. No começo, a expansão era somente por franquias digitais, em que o franqueado recebe uma comissão ao vender produtos da marca.

Segundo o diretor comercial da Internutri, Evandro Simongini, além deste modelo de negócio, o objetivo é abrir franquias físicas em São Paulo e depois expandir para outros estados. “Começaram a me cobrar por lojas. Algumas pessoas querem comprar o produto, mas não têm acesso à internet, outras querem ver o produto e levar na hora”, explica.

Em três anos ele espera estar em todas as capitais. O investimento inicial depende do tamanho da loja e pode variar de 120 mil a 405 mil reais.

Fonte: Exame