• Novembro de 2017
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O varejo e vendas de fim de ano darão pouco fôlego à economia

As vendas de fim de ano costumam representar boa aceleração para a economia do país. Consumidores compram mais, de forma que o varejo passa a comprar mais da indústria, que passa a produzir mais. Além disso, o governo costuma injetar crédito aos consumidores. “Para se ter uma ideia, a performance nas vendas de natal representam em média 20% do total das de vendas do ano todo”, explica Rubens Panelli Jr, especialista em varejo e consultor. “Porém, com o desempenho pífio do comércio neste ano de 2014 até outubro, a tendência não é de uma alavancada muito expressiva agora”.

As vendas no varejo nos últimos anos vinham crescendo em média 8% ao ano, muito devido às injeções de credito do governo no consumidor, como estes créditos estão muito caros no momento, certamente esta desaceleração se manterá.

Os setores mais críticos são os de vestuário, móveis e eletrodomésticos, enquanto que os setores de artigos farmacêuticos e perfumaria vem sofrendo menos.

“O aumento das taxas de juros, da inflação, do desemprego e incertezas quanto ao futuro do país, não trazem muito otimismo em termos de consumo para o natal. Não acreditamos em um crescimento superior a 2% sobre o ano anterior, sendo que em alguns setores esta taxa poderá ficar negativa”, diz Rubens.

Por conta desse cenário, para os varejistas, não é recomendado que se invista muito em estoques. Deve-se ter muito critério na escolha e nas quantidades dos produtos comprados, elaborar planejamento de qualidade para evitar sobras que gerarão aumento de liquidações e perdas irreparáveis.

“Os estoques representam um dos maiores, senão o maior, item do ativo”, explica Rubens. Todo o estoque representa um investimento em capital de giro, ou seja, consome recursos para sua aquisição. A venda do estoque gera uma margem, que sustenta o lucro da empresa. Estoques altos tendem a representar um aumento no prazo de giro; portanto, estoques altos sem a contra partida da venda representam um aumento no custo. “O fôlego da economia vai depender muito da política econômica adotada pelo governo. 2015 será um ano muito difícil, independente da perfomance do comércio neste fim de ano”, finaliza o especialista.

Fonte: Maxpress

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