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Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
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Com aumento da Selic, retração do consumo será ainda maior neste ano
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A queda nas vendas de alguns bens duráveis que não mais contam com a alíquota reduzida de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) já era esperada. Porém, com o aumento de 0,75 ponto percentual da taxa de juros básica (Selic), esse recuo deve ser mais intenso.
“Os consumidores devem se preparar para encontrar eletroeletrônicos, carros e móveis menos acessíveis em breve”, disse, por meio de nota, o advogado tributarista do Cenofisco (Centro de Orientação Fiscal), Jorge Lobão.
De acordo com ele, a taxa, agora de 9,5% ao ano, influenciará na queda das vendas, principalmente em maio. “Os créditos e os incentivos fiscais são os motores do consumo”, afirmou Lobão. “Desta forma, a retomada do IPI e a esperada elevação da taxa de juros devem reduzir a demanda das famílias este ano”.
Autos serão os primeiros a sentir a mudança
De acordo com Lobão, o segmento de autos será o primeiro a sentir as quedas nas vendas, por ter sido um dos principais beneficiados pela redução do imposto. De fato, de acordo com levantamento realizado pela Agência MSantos, no último fim de semana as vendas nas concessionárias foram 30% menores.
E com a elevação da Selic vai ficar mais caro optar pelo financiamento do veículo. De acordo com dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa média anual cobrada nas operações de crédito ao consumidor fica em 120,96% ao ano.
O economista da MSantos, Ayrton Fontes, acredita no encarecimento do crédito para autos. Segundo ele, o crédito para financiamento de veículos já subiu cerca de 10%.
Apesar das perspectivas de freio no consumo neste ano, Lobão, do Cenofisco, afirma que o Governo acertou em implantar a medida.
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Fonte: Info Money Pessoal
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Tags: Taxa de juros, Selic, Consumo
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