• Novembro de 2017
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Franchising crescerá acima do PIB do Brasil

O franchising vai crescer abaixo dos dois dígitos pela primeira vez em 10 anos no Brasil. Entretanto, a projeção é de que as vendas do setor evoluam acima do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, com uma taxa variável entre 5,5% e 7%, na comparação com o ano passado, quando o faturamento total foi de R$ 115,6 bilhões. As principais apostas para o desenvolvimento contínuo, mesmo em um momento de desaceleração, são a internacionalização e a interiorização das marcas.

O panorama foi apresentado pela direção da Associação Brasileira de Franchising (ABF), em entrevista coletiva realizada ontem, antes do início da 13º Convenção ABF, que terá sua abertura oficial na manhã de hoje, na Ilha de Comandatuba, na Bahia.

O setor também deve crescer acima das perspectivas do varejo, estabelecidas em 3% para 2014. De acordo com a diretora presidente da ABF, Cristina Franco, a situação econômica do último biênio, além do ano atípico devido às férias estendidas, a Copa do Mundo e as eleições, foram os fatores responsáveis pela desaceleração. “Não somos uma ilha e, portanto, nosso momento não pode ser analisado sem observarmos a situação atual do Brasil”, ressaltou. Para 2015, Cristina aposta no mercado interno e na manutenção do poder de compra da população. “O crescimento da classe média parece ter atingido um limite. Por isso, o importante agora é manter a renda dessas pessoas, controlando a inflação. Vislumbramos um período de ajustes, mas temos um mercado de 200 milhões de pessoas que nos traz oportunidades de consumo muito grandes”, completa.

Aumentar a capilaridade das redes, tirando o foco das capitais e levando cada vez mais lojas ao interior do País, será uma das bases da retomada da aceleração do franchising. “Interiorizar é a bola da vez”, resume Cristina. As cidades com população entre 40 e 60 mil habitantes devem capitanear esse movimento. Afinal, na visão da ABF, esses municípios, em muitos casos, encontram-se em um momento de aumento da geração de riqueza superior ao das grandes metrópoles, o que indica mais renda e mais consumo. Além disso, possuem um modelo de negócio diferenciado, com preferência para pontos de rua, localização vista como tendência para as franquias em detrimento dos shoppings. “A política de evolução do salário-mínimo tem viabilizado negócios em cidades dentro dessa faixa populacional. Nessas localidades, existe a perspectiva de criação de polos comerciais, com diversas lojas franqueadas em uma mesma região”, explica o diretor executivo da ABF, Ricardo Camargo. O número de unidades franqueadas cresceu 9,4% no ano passado, chegando a mais de 114 mil.

Em paralelo, a ABF observa um espaço para a internacionalização das marcas nacionais. Um dos cases de sucesso é o da rede de alimentação Giraffas. Atualmente, a franquia possui 11 lojas nos Estados Unidos. “Ir ao exterior requer investimentos mais pesados e o empresário brasileiro não tem no DNA a ideia de agir globalmente. Mas temos conversado, por exemplo, com embaixadas como a da Rússia e da China para que elas se tornem pontos de referência para o franqueador nesses países”, afirma Camargo. Atualmente, o Brasil possui 2,7 mil marcas em operação no território nacional, mas apenas 105 atuam no mercado internacional, o que, segundo Camargo, indica o potencial de expansão para outras nações.

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