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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010
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Intenção de Consumo das Famílias cai em abril
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A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), índice calculado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), apresentou recuo de 4,8%, caindo de 138 pontos em março para 131,1 em abril.
Guilherme Dietze, assessor econômico da Fecomercio, explica que apesar de o consumidor paulista considerar o momento menos propício para o consumo, não o percebe como um mau momento. Isso porque, apesar dos sete itens que compõem o ICF terem registrado queda este mês, nenhum deles marcou menos de 100 pontos em uma escala que vária de 0 a 200.
Segundo Dietze, o término do período com redução do Imposto sobre Produtos industrializados (IPI) foi um dos fatores que impactou mais fortemente o resultado do ICF em abril. Sendo que o item Momento para duráveis foi o mais influenciado pelo fim deste incentivo fiscal e, com queda de 10,1%, também o que apresentou maior recuo na comparação com o mês anterior.
Já o Item Renda Atual foi mais pressionado por outro fator, a inflação no preço dos alimentos. Em março, este item marcava 159,6 pontos. Em abril, recuou 8% e atingiu 146,8 pontos. “Os gastos mais elevados com alimentação diminuíram o poder de compra dos paulistas, o que acabou prejudicando a percepção de renda atual”, avalia o economista.
O resultado desses itens também prejudicou o nível de consumo atual que apresentou retração de 3,6%, fechando o mês com o pior resultado do índice, 102,5 pontos. Já a perspectiva de consumo, que recuou 2,5% em relação ao mês anterior, marca 138,3 pontos e apresenta um dos melhores resultados do ICF.
O Acesso a Crédito apresentou queda de 2,4%, se posicionando como o item mais bem avaliado em abril, com 151,7 pontos. Para Dietze, essa redução pode ser encarada como um ajuste natural, já que em fevereiro de 2010 este indicador anotava 180,2 pontos. “Era uma avaliação exageradamente otimista”, considera.
Os itens Emprego Atual e Perspectiva Profissional também encolheram, marcando 137,7 e 116 pontos, retração de 3,1% e 2,9%, respectivamente. “No entanto, a queda do ICF não preocupa. As avaliações continuam acima de 100 pontos e os indicadores de emprego, renda e crédito permanecem bastantes otimistas”, garante o assessor econômico da Fecomercio.
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Fonte: Varejista
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Tags: Consumo, Ipi
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