• Outubro de 2017
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Faturamento do varejo de material de construção recua 11,6% em julho

Números reafirmam a tendência de queda nas vendas e a necessidade de medidas urgentes no plano econômico

O segmento voltou a contar mais uma vez com resultado negativo em 2014. As lojas de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) alcançaram um faturamento bruto real de R$ 1,71 bilhões em julho. Esse desempenho representa uma queda de 11,6% na comparação ao mesmo mês do ano passado. Por outro lado, tendo como referência julho de 2014, ocorreu um crescimento de 28,2%, segundo dados primários da Secretaria Estadual da Fazenda.

A receita corrente das quatro regiões (DRTs), que compõem a Grande São Paulo, apresentou queda no faturamento bruto no período na comparação interanual: Capital (-6,2); ABCD (-1,8%), Guarulhos (-23,1%); Osasco (-29,3%).

No Estado de São Paulo, o total do comércio varejista atingiu faturamento bruto real de R$41,6 bilhões em julho. Houve um recuo de 7,8% em relação ao mesmo período de 2013. Considerando apenas as lojas de material de construção, tal cifra é de R$3,3 bilhões, 12,7% menor que o registrado em 2013.

Desempenho do faturamento bruto real do comércio varejista de materiais de construção

O resultado alcançado em julho explicita que, mesmo com acréscimo considerável do desempenho de julho em relação ao mês anterior, a desaceleração do faturamento do varejo de material de construção da RMSP continuou em julho na comparação interanual. Em verdade, os números deste mês revelam o tamanho do arrefecimento do setor em 2014, na comparação ao mesmo período de 2013, pois houve queda em todas as regiões na comparação interanual dos dados de julho.

Mesmo com acréscimo de mais 20% no crédito direcionado a aquisição de imóveis do país, este fator não parece ser suficiente para alavancar as vendas do setor de material de construção na Região Metropolitana de São Paulo. Enquanto a capital registra estabilidade na receita de vendas no acumulado dos primeiros sete meses de 2014, nas outras três DRTs que compõem a RSMS houve queda em relação ao mesmo período de 2014. “A questão é confiança”, adverte o presidente do SINCOMAVI, Reinaldo Pedro Correa. “Enquanto não for retomada a vontade do consumidor em ir às compras e do empresário em investir, o cenário de arrefecimento do consumo, e da própria economia, não se alterará”. Este é o desafio para 2015.

Sobre o SINCOMAVI – O Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo foi fundado em 18 de outubro de 1934 e representa mais de 40 mil lojistas em 29 cidades da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Juntas essas empresas possuem faturamento anual superior a R$ 18,3 bilhões (2013) e respondem por 112 mil postos de trabalho (2013).