|
|
|
Segunda-feira, 19 de Abril de 2010
|
|
|
|
|
Qualidade de crédito do consumidor melhora no 1º trimestre, aponta Serasa
|
|
|
|
O indicador da Serasa Experian que avalia a qualidade de crédito do consumidor registrou alta de 0,7% no primeiro trimestre e retornou ao patamar vigente ao final de 2008, quando houve o agravamento da crise internacional, atingindo o valor de 79,2, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira.
O indicador tem uma escala que vai de 0 a 100 e, quanto maior, melhor a qualidade de crédito, portanto menor é a probabilidade de inadimplência. A alta foi a segunda consecutiva após o número atingir o patamar mínimo histórico no terceiro trimestre do ano passado (78,2).
De acordo com os técnicos da Serasa, a elevação está relacionada com os impactos positivos da recuperação do mercado de trabalho, com ampliação do emprego e do rendimentos real, sobre a capacidade de pagamento dos consumidores.
Outra variável que contribui para o cenário favorável é o fato de que as taxas de juros estão em declínio, tornando o custo dos financiamentos mais acessíveis.
Na análise geográfica, o Sul é a única região a se situar acima da média nacional (79,2), registrando a marca de 84,2. Em seguida aparecem Sudeste (79,0), Nordeste (78,3), Centro-Oeste (77,1) e Norte (75,7).
No confronto com o último trimestre do ano passado, a região que apresentou a maior recuperação na qualidade de crédito do consumidor foi o Norte, com alta de 1,4%, seguida pelo Centro-Oeste (1,0%). Segundo os economistas da Serasa, isso se deve ao impacto positivo da recuperação dos preços das commodities no mercado internacional no agronegócio e pela expansão da indústria de bens de consumo duráveis.
Por faixa de renda, a classe que ganha até R$ 500 por mês é a que possui o menor índice de qualidade de crédito (74,8). No entanto, foi esse estrato da população que teve a maior alta no primeiro trimestre ante os três meses imediatamente anteriores, registrando elevação de 2,3%.
A recuperação do mercado de trabalho e os programas de transferência de renda contribuíram para a diminuição do risco de inadimplência dos consumidores dessa faixa. No outro extremo, quem recebe acima de R$ 10 mil registra o melhor indicador (93,1), seguido pela renda de R$ 5 mil a 10 mil (92,8).
|
|
|
|
Fonte: Folha Online
|
|
|
|
Tags: Crédito, Consumidor
|
|
| | |
|
|