• Outubro de 2017
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Situação dos estoques do varejo da Grande São Paulo piora em julho, aponta Fecomércio-SP

Os empresários do comércio da região metropolitana de São Paulo (RMSP) ficaram menos satisfeitos com os estoques das lojas em julho. De acordo com pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), o Índice de Estoques caiu aos 109,1 pontos - baixa de 4,5% sobre o registrado em junho. Na comparação com julho de 2013, a queda foi ainda maior, de 14%.

Outra vez neste ano, o indicador quebra o recorde negativo e se aproxima ainda mais do campo de inadequação - abaixo dos 100 pontos. O que contribuiu significativamente para a redução mensal do índice de estoques foi o aumento, em 8,7%, da proporção de entrevistados que informaram possuir mais mercadorias armazenadas do que a previsão de vendas em curto prazo. Também houve impacto negativo, a elevação, em 3%, da quantidade de comerciantes que avaliaram contar com menos artigos do que vão precisar para atender a demanda.

Segundo a assessoria econômica da Fecomércio-SP, a tendência de deterioração do indicador, constatada desde o fim do ano passado, sobretudo pelo aumento das percepções de excesso de estoques, mostra de forma bastante clara que as vendas efetivas têm ficado abaixo das projeções. Essa realidade para o varejo ainda vem refletindo, mês após mês, em quedas do Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (ICEC) - também medido pela Entidade. Para os últimos cinco meses do ano, os economistas da Federação projetam reversão da tendência, com ajustes em busca da adequação dos estoques, após a redução de pedidos junto aos fornecedores.

Nota metodológica

O Índice de Estoques é apurado mensalmente pela Fecomércio-SP desde junho de 2011, com dados de cerca de 600 empresários do comércio nos municípios que compõem a região metropolitana de São Paulo. O indicador vai de zero a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total. Em análise interna dos números do índice, é possível identificar percepção dos pesquisados relacionada à inadequação de estoques para "acima" (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e para "abaixo" (em casos de os empresários avaliarem falta de itens disponíveis para suprir a demanda em curto prazo).

Fonte: Maxpress