• Novembro de 2017
Home / Notícias

Notícias

Perspectiva é modesta para o desempenho das vendas do varejo de alimentos neste final de ano

Tendência é que comemorações sejam simples; itens para churrasco, frango, linguiça e espumantes devem predominar

Tradicionalmente uma das épocas de maior expectativa para o comércio, o final de ano se aproxima e o consumidor, retraído e bastante endividado, novamente não deve dar presentes de valor significativo no Natal. Traduzindo: as “lembranças” serão o forte mais uma vez.

No setor específico do varejo de alimentos, como de hábito, haverá um incremento de vendas de produtos típicos das festas. Ainda assim, carnes especiais (peru, tender, lombo, entre outras), panetones e bolos de Natal, além de bebidas, terão vendas mais modestas que nos anos anteriores, segundo o Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo).

Produtos importados, como castanhas e bebidas, que proporcionavam os “upgrades” nas ceias, perderam parte do atrativo, em razão da alta do dólar, que tirou a competitividade dos preços.

“No geral, há uma tendência sendo percebida este ano de comemorações mais simples, com churrasco, frango e linguiças entre os itens mais procurados. Espumantes mais baratos (e há atualmente muitas opções disponíveis) sairão mais do que vinhos importados ou mesmo champanhe. A cerveja e os refrigerantes predominarão nas mesas”, afirma o presidente da entidade, Alvaro Furtado.

Segundo ele, muito longe do costumeiro e muito significativo crescimento de vendas em dezembro, este ano mostrará um desempenho do varejo alimentício bem mais tímido. “Estimamos um aumento nas vendas de, no máximo 15%, no período”, calcula Furtado.

Esta mudança nos hábitos de consumo nos supermercados já está sendo percebida pelo Sincovaga há alguns meses, em sondagens realizadas com consumidores e empresários do setor. Numa das recentes, realizada em agosto, ficou evidente a percepção de piora nas condições econômicas atuais e a insegurança em relação ao futuro (geração de emprego e renda) por parte dos clientes.

Na época foram consultados 200 consumidores na capital paulista, sendo 100 com renda familiar abaixo de 10 salários mínimos e outros 100 com renda familiar acima de 10 salários mínimos. Mais da metade dos entrevistados (54%) considera o atual quadro econômico pior que o dos últimos meses e 38% acha que continua igual. Apenas 8% entende que o cenário melhorou.

Dos que consideram o momento ruim, independentemente da faixa de renda, 80% já modificou hábitos de consumo. Se separarmos pela renda, a parcela é maior entre o público que ganha mais de 10 S.M. (83%), mas bem próxima dos que recebem menos de 10 S.M. (76%).

A análise mostrou que, pensando em alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza, 40% dos entrevistados afirmaram estar se esforçando para manter inalterado o seu padrão de consumo para esses itens. Os demais 60%, porém, já fazem suas compras seguindo critérios diferentes do que no passado e se dividem assim: 19% reduziram quantidades para manter marcas preferidas; 18% mudaram as marcas consumidas, mas mantiveram a quantidade; 25% reduziram quantidades e trocaram de marcas, escolhendo as menos tradicionais.

Segundo o presidente do Sincovaga, o fato é que a economia não deixou de desacelerar como esperado e isso vem impactando na decisão dos consumidores na hora de fazer o supermercado. “O segundo semestre, que costuma trazer resultados melhores em vendas para o comércio varejista, só deve concretizar essa expectativa para os empresários que derem atenção à gestão do seu negócio: negociando para comprar bem, vendendo com preços competitivos e mantendo a qualidade do atendimento, para fidelizar o consumidor”, completa.

Fonte: Portal SEGS

Posts Recentes