• Dezembro de 2017
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ABRAMAT reúne empresariado para apresentar e debater resultados de 2017 e projeções de 2018

A ABRAMAT reuniu seus associados para apresentar um balanço de 2017 e as projeções para 2018. O evento, que ocorreu na unidade Berrini da Fundação Getúlio Vargas (FGV), contou com apresentação feita pela economista da casa Ana Maria Castelo. Após apresentação dos dados, foi a vez de Walter Cover, presidente da ABRAMAT, conduzir um debate entre os associados sobre os resultados e previsões trazidas. 

Com retração iniciada no último trimestre de 2013, a cadeia da construção começa a apresentar sinais de recuperação, acompanhando o reaquecimento econômico vivido pelo país no segundo semestre de 2017. Os principais motivos citados partem do contexto macroeconômico, com a manutenção da baixa taxa de inflação, ao microeconômico, com a liberação de fundos inativos do FGTS. Essa combinação de fatores ocasionou uma retomada no consumo por parte das famílias, que cresceu 1,4% no semestre segundo o IBGE.

O tom, entretanto, ainda é cuidadoso. Apesar do crescimento nas vendas em varejo, previstas para fechar o ano com alta de 9,2% em relação ao ano anterior, a indústria dos materiais de construção ainda conta com estatísticas negativas. O acúmulo de estoque nas lojas fez com que o consumo ainda não afetasse diretamente o volume de produção e vendas da indústria. Dados do IBGE apontam crescimento na produção física de materiais de construção apenas no último trimestre do ano, insuficiente para evitar o resultado anual negativo, que estará em torno de -2,4%. 

Pensando no futuro, os primeiros dados são positivos, começando pelo grau de confiança do empresariado que cresce em toda a economia. O ICI, índice desenvolvido pelo IBGE para medir a confiança dos diferentes segmentos da economia, apresenta valor 95,4 para a indústria de transformações e 90,6 para a indústria da construção. A diferença é explicada pela situação orçamentária prevista para 2018: como a construção recebe 52% dos recursos de investimento público, as contenções de gastos do governo federal influenciam a perspectiva do empresariado. 

O ano de 2018 iniciará com um impacto positivo gerado pela recente contratação de novas unidades do Minha Casa Minha Vida, contudo o setor prevê uma discrepância entre o primeiro e segundo semestres, sendo o último menos movimentado devido ao processo eleitoral que estará em curso. As eleições, além de resfriarem a economia, são um momento importante de definição dos quadros responsáveis por pensar nas políticas macro e microeconômicas que influenciam a economia como um todo.

Atualmente, com previsões de uma inflação ainda controlada – com previsão do IPCA em 4%- taxa de juros baixa, meta da Selic prevista para 7%, e expectativa de crescimento de 2,5% do PIB a tendência é de crescimento. Ana Maria Castelo, após trazer os dados gerais da economia brasileira para 2018, apontou para o crescente déficit fiscal do país, indicando a importância fundamental de uma reforma tributária que, ainda que não conte com aumento na carga, já traria benefícios com a simplificação do sistema.

 “O cenário é mais animador do que o que encaramos no fechamento de anos anteriores, no entanto como 2018 é um ano de eleições e, cada vez mais, é difícil prever a política econômica que será implementada. Os investidores e empresários terão muita cautela”, ponderou Walter Cover. 

Marcado negativamente pela continuidade da crise e positivamente pelo fim da recessão, o ano de 2017 se aproxima do fim indicando uma melhora no futuro. A questão é de como e quando esse reaquecimento econômico levará o setor da construção civil a atingir patamares próximos aos de 2013, quando foram observados recordes históricos para o setor na economia brasileira.

Sobre a ABRAMAT 

Desde a sua fundação, em abril de 2004, a ABRAMAT acompanha e contribui para o crescimento da Construção Civil no país, atuando como interlocutora do setor junto ao Governo e aos demais agentes da cadeia produtiva da construção civil. A entidade conta atualmente com 50 empresas filiadas, que são as líderes na fabricação de materiais de construção dos diversos segmentos. Entre os temas que representam os focos de atuação da entidade estão: a competitividade da indústria, a desoneração fiscal de materiais para construção, a conformidade técnica e fiscal na produção e comercialização dos materiais, a profissionalização da mão-de-obra da construção e a responsabilidade socioambiental dos agentes do setor.


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