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Sexta-feira, 26 de Março de 2010
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Fecomercio critica a intenção do Banco Central de elevar juros
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A Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fercomercio) não vê sinais de pressão inflacionária para aumentar a taxa de juros, conforme sinaliza hoje a ata do Comitê de Política Monetária (Copom).
Enquanto o Banco Central vê riscos de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se elevar para um patamar fora das metas inflacionárias, a Fecomercio está segura em dizer que não há evidência desse processo.
As altas de preços entre janeiro e março foram pontuais e devem ficar restritas a esse período. Além disso, são limitadas a poucos produtos. A ata é clara em apontar a preocupação da autoridade monetária com a inflação. O que diferencia a Fecomercio e o Banco Central é a percepção com relação ao futuro. “Conceitualmente, tanto Fecomercio quando BC concordam que deve haver combate a qualquer percepção de risco inflacionário, mas discordam sobre existência destas evidências”, afirma Fabio Pina, economista da Fecomercio.
A Fecomercio não caracteriza altas localizadas de preços, restritas a alguns produtos, como processo inflacionário, dado que para a ciência econômica um processo inflacionário se caracteriza por altas generalizadas (todos os produtos) e continuadas (todos os meses consistentemente) de preços.
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Fonte: Varejista
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Tags: Fecomercio, Inflação
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