• Outubro de 2017
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Inflação alta e menos crédito derrubam varejo no Estado de São Paulo

O varejo no Estado de São Paulo e na capital acumula perdas de 6,9% e 10,4%, respectivamente, nas vendas de janeiro a julho, de acordo com a ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

Dados se referem ao varejo ampliado, que inclui automóveis e material de construção — no varejo restrito, sem os dois setores, quedas foram de 4% e de 8% no Estado e na capital.

Essa diferença costuma ocorrer, segundo a ACSP, porque os dois setores são mais sensíveis frente à atividade econômica — quando essa está fraca, veículos e material de construção são os primeiros a ser afetados. Além disso, ambos dependem muito de crédito, que está mais escasso em 2014.

No varejo restrito, o comportamento tende a ser relativamente menos flutuante. Ele é fortemente influenciado por setores como o de supermercados, que é menos sensível, pois o consumidor não deixa de comprar produtos indispensáveis, como alimentos.

O presidente da ACSP, Rogério Amato, afirma que “a cidade de São Paulo é um polo maduro, industrial, que sofre com a desindustrialização e não é beneficiada pelo agronegócio”.

Já com relação ao fraco desempenho no varejo como um todo neste ano, Amato aponta como causas fatores estruturais - menor crescimento de salários e de emprego, menos crédito, aumentos das taxas de juros e da inflação e baixa confiança — e um fator conjuntural, que foi a Copa do Mundo.

Expectativa

Amato diz que “os resultados de julho continuaram influenciados pelo menor número de dias úteis decorrente da realização da Copa do Mundo, e pela existência de maior quantidade de feriados em relação a 2013”.

— Com relação aos demais meses de 2014, esperamos um crescimento das vendas físicas, devido a um calendário mais favorável - com poucos feriados - e à proximidade das festividades de fim de ano. Mas o aumento deverá situar-se em patamares inferiores aos de 2013.

Setores

Em julho, o setor com melhor resultado no Estado de São Paulo em relação ao mês anterior foi o das lojas de material de construção, com 20,7% de alta nas vendas físicas. Na comparação com julho de 2013, o destaque ficou com as lojas de departamento, porém somente no caso das receitas nominais, que tiveram expansão de 6%.

Já os destaques negativos ficaram para as lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos e para as concessionárias de veículos.

No primeiro caso, no contraste com junho, houve recuo de 13,9% tanto na receita nominal quanto no volume de vendas. E na comparação com julho de 2013, as quedas nos faturamentos e vendas foram de 3,4% e de 9,3%.

As concessionárias viram seu faturamento e vendas crescerem 16,2% ante o mês anterior. Mas em comparação com julho de 2013, faturamento e vendas despencaram 13,6% e 18,8% no setor, respectivamente.

Fonte: R7