• Outubro de 2017
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Comércio de SP tem alta de 10,1% nas vendas na 1ª quinzena do mês

O varejo da cidade de São Paulo teve alta média de 10,1% nas vendas na 1ª quinzena de setembro em comparação com o mesmo período de 2013, segundo balanço da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com a entidade, o comércio foi beneficiado por dois dias úteis a mais.

As comercializações a crédito, medidas pelo Indicador de Movimento do Comércio a Prazo (IMC), saltaram 11,8%, impulsionadas pela concessão de crédito por parte de bancos oficiais, ajudando o financiamento de bens duráveis. Já as vendas à vista, segundo o Movimento de Cheques (ICH), cresceram 8,4% na quinzena.

“Esse avanço em setembro ajuda a compensar as quedas nas vendas no 1º semestre, que teve dias úteis perdidos em razão dos feriados e da Copa”, diz Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de SP (Facesp).

Desde 1º de janeiro, as vendas a prazo e à vista aumentaram 1,5% e 2,1%, respectivamente, ante o mesmo período de 2013, avanço moderado no ano de 1,8%, explicado por fatores como alta taxa de juros, crédito mais restrito por parte de bancos privados, queda da confiança do consumidor e incerteza no campo político. Em relação à 1ª quinzena de agosto, as vendas a prazo apresentaram alta de 9,9%, com o mesmo número de dias úteis. As vendas à vista caíram 20,2% na 1ª quinzena de setembro. A queda foi sazonal, já que em agosto os consumidores escolheram presentes de pequeno valor de uso pessoal para o Dia dos Pais, comprados à vista.

Inadimplência
O Indicador de Registro de Inadimplentes, que mede a entrada de registro de consumidores inadimplentes, apresentou, na 1ª quinzena de setembro, altas de 4,1%, 10,3% e 1,8% nas comparações mensal, anual e no acumulado. Para o Indicador de Recuperação de Crédito, que aponta os cancelamentos de dívidas, houve crescimentos de 12,7%, 6,9% e 2,2% nas mesmas comparações.

De acordo com o Instituto de Economia da ACSP, os dados sinalizam uma provável elevação da inadimplência em setembro em relação a 2013, mas não são motivo de preocupação, diante dos recebimentos de parcelas do 13º salário dos aposentados e, posteriormente, dos trabalhadores ativos, além da reabertura das campanhas de renegociações de dívidas.

Fonte: G1