• Outubro de 2017
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Preços pressionam no atacado e varejo com elevação no IGP-10

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) avançou 0,31% em setembro, após deflação de 0,55% no mês anterior, impulsionado pela retomada do avanço dos preços no atacado e pela aceleração da alta no varejo. O resultado de agora interrompeu três meses seguidos de deflação do índice, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, subiu 0,35% neste mês, após queda de 0,91% em agosto. Segundo a FGV, um dos destaques ficou para os preços do subgrupo alimentos processados, cuja taxa subiu 2,05% neste mês, após ter recuado 0,46% no anterior.

O Índice de Preços ao Consumidor-10 (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, avançou 0,26% em setembro, contra variação positiva de 0,01% no mês anterior. Já o Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10) desacelerou a alta a 0,15%, após 0,45% em agosto.

Outros índices gerais de preços da FGV – como o IGP-DI e o IGP-M – já haviam indicado recentemente que o período de deflação dos preços no atacado havia se esgotado. O IGP-10 calcula os preços entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Crescimento

A estabilidade dos preços tem sido um dos principais vetores para a retomada do crescimento econômico e, entre os segmentos mais beneficiados, o setor de supermercados tende a crescer 1,9%, em 2014, de acordo com a previsão da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgada na véspera, na convenção do setor em Atibaia, interior paulista. Até o mês de julho o resultado do acumulado era de crescimento de 1,48%. Em função deste dado, a previsão para 2014 foi revisada pela entidade, prevendo uma elevação de 3%. Em 2013, o setor cresceu 5,36%. Para 2015, a entidade estima que haja elevação de 2,5%.
Segundo o presidente da Abras, Fernando Yamada, mesmo com rumores de dificuldades econômicas para o ano que vem, a perspectiva do setor é de crescimento acima do Produto Interno Bruto (PIB).

– Acreditamos na força do mercado interno brasileiro e na manutenção de uma taxa de desemprego nos mesmos patamares que se apresenta atualmente. O cenário econômico atual é desafiador, sem dúvida, mas precisamos acreditar no potencial do Brasil para enfrentá-lo e sair fortalecido deste processo – concluiu.