• Novembro de 2017
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Relatório aponta queda nas vendas do varejo em Campo Grande

Relatório aponta queda nas vendas do varejo do comércio de Campo Grande. O levantamento do Movimento do Comércio Varejista (MCV), feito pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), mostrou que o mês de junho atingiu 89 pontos, indicando queda nas vendas em relação ao mês de maio (96). O resultado também ficou dois pontos abaixo do apurado no mesmo período de 2016 (91). A média do primeiro semestre de 2017, porém, foi superior ao do ano passado.

“Voltamos a registrar resultado inferior ao ocorrido no ano passado. A média do primeiro semestre deste ano foi de 89 pontos, contra 86 no mesmo período em 2016. Esse resultado demonstra alguma melhora nas condições gerais, mas geram preocupações em alguns aspectos como a lenta retomada do consumo e o comportamento do nível de emprego. As alterações na legislação trabalhista são os componentes importantes e que têm a possibilidade de alterar o comportamento dos investimentos no segundo semestre”, explica o economista-chefe da Associação Comercial, Normann Kallmus.

O economista reforça ainda a informação de que as empresas não estão fazendo estoque, o que pode ser observado a partir do comportamento muito similar entre as movimentações no comércio de pessoas físicas e jurídica.

“Esse comportamento poderia ser até considerado dinamizador da atividade, não fosse o fato de que acaba simultaneamente reduzindo a velocidade de circulação da moeda e reduzindo as vantagens comparativas em relação à concorrência externa. Observamos a alteração da atividade principal, de revenda para representação, o que fica reforçado a partir da constatação de que, diferente do que aconteceu na média do Estado, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de junho apresentou redução de postos de trabalho, resultando em perda de 584 empregos formais no semestre. A solução óbvia seria intensificar as trocas locais, reduzindo a evasão de capital. Infelizmente isso não parece ser prioridade da política de desenvolvimento local”, comenta o economista.

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