• Novembro de 2017
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Varejo de materiais de construção fechou 248 vagas em maio

O varejo de materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) apresentou um saldo negativo de 248 vagas em maio, resultado proveniente de 2.206 admissões e 2.454 desligamentos. É um cenário menos favorável do que o revelado em abril, quando foram criadas 71 vagas nos setores representados pelo Sincomavi (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo). Com esse resultado, 2017 acumula apenas 57 postos de trabalho abertos. Já o saldo dos últimos doze meses permanece negativo: 2581 vagas eliminadas. Na comparação interanual houve melhora do cenário, uma vez que foram perdidas 586 vagas em maio de 2016.

Dentre os municípios que compõem a RMSP, São Paulo contou com a maior perda de vagas no mercado de trabalho formal do varejo de materiais de construção em maio: -141 vagas. Em doze meses a cidade também liderou o corte de vínculos, com -1.387 postos. Para o economista Jaime Vasconcellos, ao se observar a evolução mensal da geração de vagas, fica claro que o segundo semestre de 2016 se mostrou bastante negativo, enquanto os primeiros seis meses de 2017 são caracterizados por grande oscilação dos saldos.
Houve geração de empregos em apenas um dos três setores específicos no período analisado. O grande responsável pelo saldo negativo em maio é o comércio de ferragens, madeira e materiais de construção (-239 vagas). Nos primeiros cinco meses do ano há certa estabilidade (+57 vagas) e em 12 meses redução substancial de mais de 2,5 mil postos de trabalho.

“O departamento de economia e pesquisas do Sincomavi já havia projetado que o desempenho do mercado de trabalho formal no primeiro semestre de 2017 seria marcado pela volatilidade”, ressalta Vasconcellos. “É um cenário comum de estabilização, após quase dois anos de retrocesso contínuo”. Em sua opinião, há um estancamento do processo recessivo do emprego pelo grande enxugamento funcional passado e pela melhoria, ainda que tímida, de horizontes em médio prazo. “Caso o ambiente político permita continuidade do processo de reação conjuntural, há uma expectativa menos negativa na comparação interanual do segundo semestre e um ano de 2018 mais estável”, finaliza.

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