• Novembro de 2017
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Chegada do inverno ajuda varejo a ampliar vendas

A chegada do frio tradicionalmente resulta no aumento de vendas de artigos típicos da estação. O frio gaúcho, no entanto, marcado por muitas chuvas neste ano, está levando muitos a investir em um eletrodoméstico específico: as secadoras de roupas, cujas vendas dispararam 60% em Porto Alegre. "A umidade contribuiu para aquecer a procura por este tipo de produto", confirma o gerente da Lojas Lebes Camoiser Rodrigues dos Santos. Segundo ele, as vendas deste estão maiores em relação às do ano passado. "Estamos com ótima expectativa de produtos sazonais, que vendem mais na chuva e no frio, como as secadoras de roupas", afirma o gerente da Magazine Luiza Geovane Konrath. "Neste início de inverno, já vendemos o dobro deste produto, em relação ao mesmo período do ano passado", compara Konrath. "Estamos, agora, entregando tudo que vendemos e buscando novos fornecedores, pois nosso estoque acabou", comenta, calculando que este ano a loja deve ter crescimento real de, no mínimo, 10% em cima destes produtos. Pesquisa realizada pelo Sindilojas Porto Alegre aponta que, até o início da segunda quinzena de junho, 45% dos lojistas indicam que o produto mais vendido da linha de aquecimento são as secadores de roupas. Também aquecedores (40%), fogões a lenha (10%), casacos (12%) e cobertores (10%) tiveram boa saída entre a segunda semana de maio e a primeira de junho, de acordo com lojistas destes segmentos. "Mas, com o calor fora de época, é possível que alguns setores sintam uma queda na demanda", admite o presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse. Na avaliação do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Alcides Debus, o consumo ainda está tímido neste início de inverno. "Mas o mercado começa a se reaquecer com a possibilidade de um frio mais intenso", avalia. De acordo com a entidade, as vendas de Dia dos Namorados tiveram resultado negativo em 7% (nominal) frente à data no ano passado. Quanto ao clima, Debus admite que é um fator difícil para o varejo. "Infelizmente, este inverno tem perspectiva de mais chuvas do que frio, o que deve prejudicar alguns segmentos, principalmente os pequenos lojistas e o comércio de rua, porque a locomoção das pessoas fica prejudicada." Segundo o dirigente, as grandes redes, que possuem estoques mais amplos e uma diversidade maior de produtos que não são sazonais, estão apresentando um desempenho melhor neste início de inverno. O gerente da Lebes assina embaixo, com a expectativa de crescer 20%. "Temos sugerido aos pequenos lojistas conversarem com seus pares, porque nem sempre a promoção antecipada é solução. Liquidação é bom para o consumidor, mas o empresário precisa pagar aluguel, impostos, fornecedores", justifica. Outro segmento que está apresentando alguma dificuldade para crescer nas vendas é o de roupas masculinas, afirma Debus. De fato, onde a demanda por confecção de inverno aumentou, a saída de peças fica por conta do público feminino, que aqueceu cerca de 12% a 15% as vendas dos primeiros dias frios. Conforme o diretor comercial da Rainha das Noivas, Fabiano Wainberg, a procura por cobertores e edredons também aumentou (em torno de 30%) com a chegada do inverno, se comparado ao mesmo período do ano passado. A rede inclusive já reforçou o estoque em pleno mês de junho. A venda de aquecedores de ambiente também está em alta neste período. Dentro desta linha, aquecedores e climatizadores de ar estão tendo demanda grande. Algumas lojas estão fisgando os consumidores, com preços mais baixos. É possível encontrar estufas por R$ 79,00 e aquecedores a óleo a partir de R$ 229,00. Segundo a pesquisa do Sindilojas Porto Alegre, as roupas de inverno também devem ter alta nas vendas. Cerca de 41% dos lojistas apontaram aumento das vendas, que devem ser de 3% até o final da estação, em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com Kruse, em função da crise, os estoques foram comprados com antecedência, sem grandes perspectivas de crescimento nas vendas. Já o segmento de material de construção deve crescer em função dos temporais que destruíram muitas casas no Estado nos últimos dias.

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