• Novembro de 2017
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E-commerce tem expectativa de crescer 12% e é oportunidade de investimento

Um dos setores que têm mostrado o potencial da internet para o empreendedorismo é o de vendas online. No ano passado, enquanto os varejistas amargavam o decrescimento em suas vendas nas lojas físicas, os lojistas que venderam por e-commerce, só tiveram motivos para comemorar. Segundo a Ebit, empresa de informações sobre o varejo eletrônico, as vendas por meio da internet devem crescer 12% em 2017, atingindo um faturamento de R$ 49,7 bilhões.

A perspectiva é, também, de aumento nos pedidos virtuais. Embora no ano passado o faturamento tenha crescido devido ao aumento no preço médio dos produtos, uma vez que o volume ficou estagnado, a Ebit prevê alta de 3,5% nos pedidos online para 2017.

Por mais que a maior parte das compras online seja feita por meio de computadores e netbooks, as vendas via celulares estão em alta. A expectativa da Ebit é que 32% das transações online sejam feitas por meio de smartphones e tablets neste ano. Em 2016, as vendas via dispositivos móveis concentraram 21,5% das transações, enquanto em 2015, 12%.

Na opinião do presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico em Santa Catarina (ABComm/SC), Cristiano Chaussard, o sucesso do e-commerce está relacionado ao cenário de crise econômica, que fez os lojistas e as indústrias migrarem para uma modalidade mais rápida e barata. Outro ponto observado pelo especialista é que Santa Catarina representa um volume pequeno de compras online, cerca de 2% do total do país, mas ostenta um potencial de vendas na internet acima da média nacional, principalmente no setor têxtil.

O perfil de grande fornecedor do Estado pode ser visto como algo ainda mais positivo quando se compara o faturamento do varejo com o atacado online. Enquanto o primeiro faturou cerca de R$ 50 bilhões em 2016, o atacado online foi alé e faturou R$ 1,69 trilhões.

Consumidores a um clique de distância

O presidente da ABComm/SC dá a dica pra quem usufruir do cenário otimista e investir no e-commerce:

— Empreender no mundo online requer tanta dedicação quanto na loja física e muito mais estudo e capacitação. Por outro lado, seu produto fica disponível para 105 milhões de brasileiros que já consomem online. Invista o mesmo valor do que você investiria em uma loja física que você obterá um retorno muito maior — aconselha Chaussard.

Outro tipo de negócio impulsionado pela internet é o marketing digital. O setor ganhou popularidade com pequenas, médias e grandes empresas que promovem serviços e produtos por meio de vários canais digitais como mídias sociais, websites e blogs. No ano passado, o investimento em publicidade no meio digital cresceu 26%, chegando a um total de R$ 11,8 bilhões, como mostra o estudo Digital AdSpending 2017.

O presidente da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), Daniel Leipnitz, destaca que não há como empreender hoje sem pensar nas plataformas digitais. Assim como Cristiano Chaussard, o especialista ressalta a posição de destaque que Santa Catarina ocupa no cenário tecnológico, pela qualidade das universidades, dos empreendedores e dos 47 mil trabalhadores que atuam neste mercado.

No entanto, aproveitar a tendência de crescimento do empreendedorismo na internet não é garantia de sucesso para um negócio. De acordo com Leipnitz, além da necessidade de ter uma equipe multidisciplinar, com conhecimento técnico e de mercado, é preciso contar com um modelo de negócios que possa ser replicável.

– Quando a startup consegue provar que sua solução resolve um problema do mercado ou oferece um serviço que gere demanda, e pode oferecer isso para milhares de clientes, ela, consequentemente, começa a crescer. O fator que mais ¿mata¿ startups é a falta de clientes interessados no seu negócio – afirma o presidente da Acate.

Lojas virtuais, ganho real

A Studio Z Calçados buscava ampliar o alcance da marca e turbinar as vendas, assim como qualquer negócio que recorre a um serviço de marketing. A estratégia da empresa é que surpreendeu: contratar as youtubers catarinenses Gabie Fernandes e Thalita Maneghim, do canal Depois das Onze, para um encontro presencial com seus fãs na loja do Balneário Shopping. O resultado da ação superou todas as expectativas: 3 mil adolescentes espremeram-se para entrar no espaço.

A estratégia, no entanto, foi pensada por outra empresa. Fundada em 2013 pela administradora Andressa Mafra e pelo bacharel em Televisão e Cinema Rafael Dias, a Dia Estúdio começou como uma produtora de vídeos para a internet. De olho no crescimento do público que assistia a todo o tipo de conteúdo no portal de vídeos Youtube, os empreendedores decidiram apostar na plataforma como uma ferramenta de marketing.

A estratégia, no entanto, foi pensada por outra empresa. Fundada em 2013 pela administradora Andressa Mafra e pelo bacharel em Televisão e Cinema Rafael Dias, a Dia Estúdio começou como uma produtora de vídeos para a internet. De olho no crescimento do público que assistia a todo o tipo de conteúdo no portal de vídeos Youtube, os empreendedores decidiram apostar na plataforma como uma ferramenta de marketing.

Para os empreendedores que querem investir em negócios na internet, Andressa Mafra lembra que o momento é oportuno, pois o consumo de vídeos sob demanda aumenta a cada dia e só tende a crescer nos próximos anos. No entanto, a empresária recomenda que o empreendedor fique atento às mudanças no mercado digital e explore as diversas plataformas online.

– Sabemos que existe a moda de redes sociais, algumas se reinventam e continuam crescendo e outras deixam de existir. A Dia Estúdio trabalha com publicidade na internet, independentemente da plataforma. Por diversas razões estamos bastante presentes no YouTube, mas isso não significa que não vamos trabalhar com outras oportunidades que surgirem, observa a empresária.

A Sizebay é outro exemplo de negócio inovador e lucrativo na internet. O trio de sócios Janderson Araújo, Marcelo Bastos e Patrícia de Castro resolveu apontar uma alternativa para as pessoas que desistem de comprar roupa em lojas virtuais por dúvidas sobre o tamanho da peça ou por desconhecerem suas próprias medidas corporais. Dessa forma, de quebra, também ajudam os empresários dos e-commerces a vender mais.

O produto oferecido pela startup de Joinville não é mágica. Nas lojas virtuais dos clientes, o consumidor precisa clicar no botão ¿provador virtual¿, informar dados como peso, idade, altura e gênero. O resto do trabalho é feito por algorítmos, que recomendam o tamanho de roupa para compra do cliente com base nas informações coletadas.

Crise afeta, mas não derruba

O negócio virtual está na sua melhor fase, apesar de terem sentido os efeitos da crise econômica que impactou as vendas de e-commerce em todo o país. O trio de empresários espera duplicar o faturamento em relação a 2016, dobrar o número de clientes nos próximos seis meses, além de investir no lançamento de um aplicativo para celulares e planejar a internacionalização do serviço. No entanto, Janderson Araújo lembra os desafios pra quem usa a internet como ferramenta para empreender, principalmente na hora de encontrar mão de obra qualificada.

– Precisamos manter o serviço atual operando enquanto desenvolvemos novas tecnologias. Nosso mercado gira muito rápido e a todo momento pode surgir concorrentes ou uma nova tecnologia. Achar profissionais com habilidades técnicas e este perfil não é nada fáci – pondera o empresário.

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