• Novembro de 2017
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Indústria cresce em nove locais no mês de fevereiro

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira, 11, que o acréscimo no ritmo da produção industrial nacional na passagem de janeiro para fevereiro de 2017, série com ajuste sazonal, foi acompanhado por nove dos 14 locais pesquisados.

Os maiores avanços foram na Bahia (2,8%), que eliminou parte da perda de 4,2% registrada em janeiro, e em Santa Catarina (2,8%), no quarto mês consecutivo de crescimento, acumulando expansão de 7,4% nesse período. Rio Grande do Sul (2,2%), Rio de Janeiro (2,2%), Goiás (2,1%), Minas Gerais (2,0%), Paraná (1,9%), Região Nordeste (1,1%) e São Paulo (0,2%) completaram o conjunto de locais que mostraram aumento na produção nesse mês.

Por outro lado, Pernambuco (-7,8%), Pará (-4,1%) e Espírito Santo (-3,9%) apontaram os resultados negativos mais acentuados em fevereiro de 2017, após crescimento no mês anterior: 2,6%, 4,6% e 4,3%, respectivamente. As demais taxas negativas foram assinaladas por Amazonas (-1,1%) e Ceará (-1,0%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou acréscimo de 0,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2017 frente ao nível do mês anterior, após também avançar em janeiro de 2017 (0,9%) e dezembro do ano passado (0,6%), quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em julho de 2016. Em termos regionais, onze locais mostraram taxas positivas. Os avanços mais acentuados ocorreram em Goiás (3,7%), Ceará (2,3%), Santa Catarina (2,3%), Rio Grande do Sul (2,0%), Minas Gerais (1,8%), Espírito Santo (1,4%) e Região Nordeste (1,2%). As principais quedas ocorreram em Pernambuco (-1,5%) e Amazonas (-0,8%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de 0,8% em fevereiro de 2017, com nove dos 15 locais pesquisados apontando resultados negativos. Vale citar que fevereiro de 2017 (18 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (19).

Nesse mês, Mato Grosso (-11,0%) assinalou a perda mais intensa, pressionado, principalmente, pelo recuo na produção do setor de produtos alimentícios (carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja e óleo de soja em bruto). Bahia (-4,6%), Pará (-4,2%), Espírito Santo (-3,2%), Ceará (-2,5%), Pernambuco (-2,2%), Região Nordeste (-2,1%) e São Paulo (-1,6%) também registraram perdas mais elevadas do que a média da indústria (-0,8%). Goiás (-0,2%) também apresentou recuo na produção nesse mês.

Os avanços foram registrados principalmente no Amazonas (5,6%), impulsionado, em grande parte, pelo comportamento positivo do setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores). Os demais resultados positivos foram observados em Santa Catarina (4,1%), Paraná (4,0%), Minas Gerais (3,5%), Rio de Janeiro (3,4%) e Rio Grande do Sul (0,5%).

Para o período janeiro-fevereiro de 2017, frente a igual período do ano anterior, houve acréscimo na produção nacional em dez dos 15 locais pesquisados. Os avanços mais acentuados ocorreram no Amazonas (6,6%) e em Pernambuco (6,5%).

Os demais locais com resultados positivos no fechamento do primeiro bimestre do ano foram Goiás (4,9%), Espírito Santo (4,8%), Santa Catarina (4,8%), Rio de Janeiro (4,1%), Paraná (4,1%), Minas Gerais (4,1%), Pará (2,9%) e Mato Grosso (0,3%). O maior dinamismo foi particularmente influenciado por fatores relacionados à expansão na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para o setor agrícola e para construção); de bens intermediários (minérios de ferro, petróleo, celulose, siderurgia, açúcar VHP e derivados da extração da soja); de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos da “linha branca” e da “linha marrom”); e de bens de consumo semi e não-duráveis (alimentos, produtos têxteis e vestuário).

Por outro lado, Bahia (-10,5%) apontou o recuo mais elevado no índice acumulado no ano, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica) e de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre). Os demais resultados negativos foram assinalados por Região Nordeste (-2,6%), Rio Grande do Sul (-1,8%), Ceará (-1,0%) e São Paulo (-0,1%).

Por fim, a taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, com o recuo de 4,8% em fevereiro de 2017 para o total da indústria nacional, permaneceu com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%). Em termos regionais, 14 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas em fevereiro de 2017, mas 11 apontaram maior dinamismo frente aos índices de janeiro último. Os principais ganhos de ritmo entre janeiro e fevereiro de 2017 foram registrados por Amazonas (de -7,8% para -5,4%), Pernambuco (de -5,5% para -3,4%), Espírito Santo (de -16,0% para -14,9%), Minas Gerais (de -4,5% para -3,5%), Paraná (de -3,2% para -2,3%) e São Paulo (de -4,2% para -3,4%), enquanto Mato Grosso (de -0,4% para -2,7%), Pará (de 9,4% para 8,0%) e Bahia (de -7,0% para -8,0%) mostraram as perdas entre os dois períodos.

Fonte: Agência IN

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