• Novembro de 2017
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Renner investirá R$ 500 milhões em expansão

Adriana Lampert

A Lojas Renner inaugurou, nesta quinta-feira, novo prédio de sua sede administrativa em Porto Alegre e projeta chegar em 2021 com 825 unidades em operação. Segundo o diretor-presidente da empresa, José Galló, ainda este ano devem ser investidos R$ 500 milhões em expansão, com a abertura de mais 25 lojas Renner, 15 Camicado e 25 Youcom. A varejista também irá erguer as cortinas no exterior, com a inauguração de três lojas no Uruguai, prevista para o segundo semestre de 2017.

"Todo esse movimento sinaliza mais um passo na direção da nossa missão, de ser a maior e melhor fashion retailer das Américas", disse Galló, antes do descerramento da placa inaugural da nova sede. "A ampliação de nossa sede administrativa nos faz avançar naquilo que consideramos importante e integra nosso planejamento estratégico: o crescimento sustentável", continuou o empresário.

O novo prédio está situado em uma área de mais de 32 mil metros quadrados, e foi concebido com princípios de sustentabilidade para a construção civil, a exemplo da energia 100% renovável, lâmpadas de LED, reaproveitamento de água, e vidros para a entrada da luz solar. A nova sede conta ainda com oito vagas exclusivas para veículos que utilizam combustíveis provenientes de tecnologia limpas e bicicletário com 100 vagas.

Somando 450 operações, e três centros de distribuição (Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro), em todo o Brasil, em 2016 a companhia faturou mais de R$ 8 bilhões e injetou R$ 135 milhões em receita de ICMS nos cofres públicos do Rio Grande do Sul. Galló lembrou que há 26 anos a empresa era uma cadeia de oito lojas e 800 funcionários, e que, a partir do processo de reposicionamento, se tornou "a maior varejista de moda" do País, com 302 unidades da Renner, 85 da Camicado e 63 da Youcom, e cerca de 19 mil colaboradores. O processo de crescimento da companhia, que projeta chegar a 2021 com 825 unidades em operação, "segue o curso planejado", segundo o diretor-presidente, mesmo em meio à crise.

Primeira corporação brasileira em 2005, com mais de 1.950% de valorização das ações desde a Oferta Pública de Ações, a Renner é considerada a 13ª marca mais valiosa do País, segundo o ranking da Interbrand de 2016. Na solenidade de inauguração da nova sede, estiveram presentes autoridades, como o prefeito Nelson Marchezan Júnior e o governador José Ivo Sartori.

"Quero agradecer a escolha pelo investimento em Porto Alegre e parabenizar pela consciência ambiental e estratégia financeira, que permite esta expansão", disse Marchezan. Por sua vez, Sartori afirmou que "a Renner não só faz parte da história do Estado, mas da vida comercial brasileira. A empresa é um exemplo de que o empreendedorismo tem força, quando há dedicação".

Confiança do comércio sobe 6,4% e tem maior nível em dois anos

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou 99,9 pontos em março, maior nível em dois anos, informou nesta quinta-feira a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O indicador apresentou alta de 6,4% ante fevereiro e de 23,6% sobre março de 2016, a nona taxa positiva nessa base de comparação.

O arrefecimento da inflação e a expectativa de alta nas vendas com o resgate de contas inativas do FGTS pelos trabalhadores ajudou, segundo a CNC.

"Ainda que os comerciantes não enxerguem retomada mais expressiva das vendas no curto prazo, a menor pressão sobre os preços do varejo assim como a taxa de juros em queda têm estimulado a confiança. A liberação das contas inativas do FGTS é outro aspecto positivo para aliviar", escreveu, em nota divulgada, a economista da CNC Izis Ferreira.

O subíndice do Icec que mede a percepção dos comerciantes sobre as condições correntes chegou a 68,2 pontos, aumento de 54,4% na comparação com março de 2016, a oitava variação positiva nesta base de comparação ao longo dos últimos 12 meses. Em relação a fevereiro, o aumento foi de 16,7%, com ajuste sazonal. A proporção de comerciantes que avaliam as condições econômicas atuais como "piores" recuou para 74% dos varejistas ante 79,4% registrados no mês passado.

Único item na zona positiva (acima dos 100 pontos do corte de indiferença, na metodologia da CNC), o subíndice que mede as expectativas do empresário do comércio alcançou 147,6 pontos, alta de 4% em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal, e avanço de 20,2% ante março de 2016. Na avaliação de 79,7% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos próximos meses, percentual acima dos 73,8% assinalados em fevereiro, porém abaixo dos 82,2% registrados em dezembro.

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