• Junho de 2018
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Arquiteta fala sobre as principais tendências para o comércio varejista

Em um mundo que está sempre mudando, atualizar-se constantemente é fundamental e pode tornar um profissional ainda melhor no que faz. E se tratando do comércio varejista, isso não é diferente. Ainda que muitos comerciantes acreditem que um espaço bonito e bons produtos sejam o que os consumidores estão procurando, muita coisa tem mudado.

A arquiteta Marina Debasa, sócia do escritório Arquitetude e especialista em arquitetura comercial, esteve na Euroshop 2017, a maior feira da indústria varejista que acontece a cada 3 anos em Dusseldorf, na Alemanha, e conta um pouco mais sobre as principais tendências para o comércio varejista.


"A iluminação para lojas é algo com que temos nos ocupado bastante e apareceu como uma das principais tendências na Euroshop. A busca por sistemas de iluminação mais personalizados e econômicos foi algo muito presente, principalmente no sentido de proporcionar uma experiência mais personalizada aos clientes", conta Marina.

Ela comenta que, junta a essa combinação genuína com a iluminação dos espaços comerciais, a utilização de materiais transparentes também está em alta. "Combinar uma iluminação personalizada com este tipo de material pode ajudar a criar espaços que parecem muito mais amplos, modernos e interessantes".

Segundo Marina, a utilização da madeira no interior das lojas também é uma forte tendência para o comércio varejista. "Principalmente madeiras reaproveitadas, como os compensados, aglomerados e madeira de demolição, estão em alta. Elas já foram uma tendência forte e agora retornam para dar um clima mais aconchegante aos estabelecimentos comerciais".

A arquiteta ressalta que utilização de materiais reciclados ou reaproveitados mostra a preocupação que os comerciantes estão tendo com a natureza e o futuro do planeta, o que pode ser um atrativo a mais para o público mais jovem. "Grande parte dos jovens demonstra uma preocupação genuína com a sustentabilidade, e as lojas podem usar isso a seu favor utilizando materiais reciclados, por exemplo".

Outra tendência forte é a criação de ambientes integrados com espaços em que o cliente consiga atender a mais de uma necessidade e ter uma ótima experiência. "Os estabelecimentos estão, naturalmente, se tornando multifuncionais, principalmente porque os clientes estão exigindo isso. Afinal, hoje em dia ninguém tem tempo a perder".

Marina conta que criar esse tipo de loja vai exigir do varejista uma reformulação do espaço físico e um novo entendimento sobre a jornada de compra de seus clientes, mas pode atrair um público completamente novo devido ao espaço multitarefa.

"Outro ponto importante é a integração tecnológica, que facilita tanto a vida dos comerciantes, que têm dados mais concretos sobre seu comércio, quanto à dos clientes, que se deparam com um ambiente mais organizado e eficiente", comenta a arquiteta.

Ela finaliza lembrando que tudo o que foi apresentado durante a Euroshop 2017 coloca a experiência do consumidor no centro dos trabalhos. "Hoje em dia, ao entrar numa loja, o consumidor busca por uma grande experiência e foi exatamente isso que a Euroshop ressaltou. O comerciante que não começar a pensar nisso, com certeza será deixado para trás pela concorrência".

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