• Novembro de 2017
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Comércio registra aumento de vendas 3 dias após a liberação do FGTS

Os comerciantes já começaram a sentir os efeitos da liberação dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No primeiro fim de semana depois do início dos saques, as compras, principalmente em dinheiro, cresceram, segundo empresários. O Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sidivarejista) já espera um aumento de 3% nas vendas de março por conta da medida.

De acordo com dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal, 507 mil pessoas têm recursos do FGTS a receber no Distrito Federal. Destes, 80.342 integram o primeiro grupo, que está com os recursos liberados. Em Brasília, devem ser retirados R$ 792,2 milhões até julho. São R$ 126,1 milhões destinados aos que fazem aniversário em janeiro e fevereiro.

Proprietário de um restaurante em Taguatinga Norte, o brasiliense Adonias Santana, 51 anos, já percebeu a diferença. “O efeito foi mais rápido do que esperávamos. No domingo, o restaurante estava cheio e quando fomos fechar o caixa, no fim do dia, percebemos que grande parte dos pagamentos foi feita em dinheiro, o que não ocorreu nos fins de semana anteriores. Muita gente aproveitou o que recebeu para levar a família para um almoço fora”, comemorou. Para Santana, foi uma ótima medida do governo liberar esse dinheiro, pois ajuda o consumidor e o comércio a enfrentarem a crise.

O Sindivarejista espera que o movimento no comércio aumente nos próximos dias. Para o presidente do sindicato, Edson Bastos, no primeiro momento, os brasilienses pagarão as dívidas para só depois consumir itens adiados por conta da redução do poder aquisitivo. “59% das famílias dizem que vão pagar dívidas, de acordo com um estudo feito pelo sindicato, mas 41% das pessoas entrevistas disseram que pretendem comprar e utilizar serviços na cidade”, ressaltou.

Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, os saques de contas inativas do FGTS somaram R$ 3,26 bilhões, na última sexta-feira. Além disso, houve o pagamento extra de R$ 1 bilhão em razão de outros motivos, como demissões e créditos. Occhi estima que o total de pagamentos supere R$ 35 milhões. Para o próximo mês, a expectativa é de que os saques de contas inativas fiquem em torno de R$ 11 bilhões.


Impacto no PIB

A Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos (Seplan), do Ministério do Planejamento, estima que as recentes medidas ampliando o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) terão impacto de aproximadamente 0,7 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, ou seja, o equivalente a R$ 48,2 bilhões. As contas da Seplan consideram quatro medidas envolvendo a poupança dos trabalhadores: o saque de contas inativas, o aumento do limite para compra de imóvel para R$ 1,5 milhão, a atualização de parâmetros do Minha Casa Minha Vida e a ampliação de três para 12 meses do prazo para o uso do fundo no pagamento dívida imobiliária em atraso.

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