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Segunda-feira, 04 de Janeiro de 2010
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Varejo do Grande ABC tem cenário promissor em 2010
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Depois de encerrar o período natalino com crescimento de 6,4%, o comércio varejista na Região Metropolitana de São Paulo estima que 2010 será pujante para o setor, decorrente do impulso com as desonerações fiscais, redução nas taxas de juros, queda da inflação, extensão dos prazos de financiamento.
Perspectiva elaborada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) indica crescimento de 6% no faturamento na região. A evolução nos resultados dos últimos meses indica que o varejo terá fôlego para atingir ritmo semelhante ao de 2007 e de 2008, antes da crise econômica. No País, a atividade deverá avançar 8%, podendo na melhor das hipóteses, atingir 10% de incremento frente a 2009.
Segundo o economista da entidade, Guilherme Dietze, as vendas deverão ser excelentes este ano, pois o cenário para emprego está melhor e as empresas estão anunciando forte incremento nos investimentos.
"As condições econômicas na região estão positivas. A retomada no setor automobilístico gerará emprego e renda nas cidades do entorno", avalia o especialista.
ALIMENTOS
A crise não afetou o varejo alimentar. A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) estima que, no ano passado, o crescimento real do setor chegou a 6%. Na região, um indicativo foi o avanço de redes como Coop (Cooperativa de Consumo), Walmart e Ricoy.
O presidente da Coop, Antonio José Monte, calcula que a rede cresceu 6%, considerando o mesmo número de lojas de 2008. Foram inauguradas três unidades, e neste ano serão mais quatro. "Nossa participação de mercado do Grande ABC é de 24%. É um número importante, pois competimos com redes globais", destaca Monte. Só o Walmart abriu sete filiais da bandeira de vizinhança TodoDia na região.
ATRATIVIDADE
Diversas varejistas enxergaram o desenvolvimento da região. Enquanto a loja de artigos esportivos Decathlon e a de vestuário Chiks Center, iniciaram suas atividades, a lanchonete Subway, a Centauro e a Casas Bahia expandiram.
E o setor de shoppings ficará mais acirrado com investimentos da Multiplan, em São Caetano, e da Squarestone, em São Bernardo. "Somos um centro de consumo importante e temos mais espaço para abrigar investimentos comerciais que a Capital", analisa o presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Sidnei Muneratti.
No comércio popular, a Rua Coronel Oliveira Lima, em Santo André, é procurada por grandes redes interessadas em se instalar no local. "Recuperamos nosso potencial, tanto que o faturamento de 2009 deve ser 10% maior", afirma o presidente da Sol (Sociedade Oliveira Lima), Hélio Farber. Ele crê que 2010 será promissor, caso não ocorra algum percalço na economia.
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Fonte: Diário do Grande ABC
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Tags: Varejo, Comércio varejista, Varejista, Varejo alimentar
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