• Outubro de 2017
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Movimento do varejo tem pior resultado em 16 anos, aponta Serasa

O movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 6,6% em 2016 ante 2015, o pior resultado do varejo nacional desde o início da série histórica do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, em 2000.

O pior resultado até então havia sido o recuo de 4,9% em 2002 por causa do racionamento de energia elétrica, a chamada crise do apagão. Em 2015, o indicador recuou 1,3%.

Segundo o birô de crédito, os juros altos nos crediários, o desemprego em alta e a confiança em queda reduziu a atividade em 2016.

No ano, cinco das seis atividades do varejo acompanhadas pela Serasa registraram resultados negativos. A de maior peso, supermercados, hipermeracdos, alimentos e bebidas, caiu 7%. Veículos, motos e peças registraram queda de 13%, enquanto a de móveis e eletroeletrônicos e informática recuaram 11,1%. As vendas de tecidos, vestuário e calçados caíram 12,6%; já as de material de construção recuaram 5,4%.

A única atividade que ficou no azul foi a de combustíveis e lubrificantes, com alta de 1,8%.

Em dezembro, houve queda de 0,6% no movimento do comércio ante novembro, e recuo de 2,9% ante dezembro de 2015. As vendas de super e hipermercados tiveram forte queda de 3% ante novembro, seguidas pelas de móveis, eletroeletrônicos (-3,1%), veículos (-1,5%), vestuário e calçados (-4,4%) e material de construção (-6,7%). Combustíveis e lubrificantes registraram alta de 1,1%.

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio é construído a partir das consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados do birô.