• Novembro de 2017
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Varejo de materiais de construção perde 209 vagas

O varejo de materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) apresentou um saldo negativo de 209 vagas em setembro. Tal resultado contrapõe o desempenho favorável alcançado em agosto, criação de 295 postos. No acumulado dos nove meses do ano, o número de empregos cortados chegou a 2.574. O assessor Econômico do Sincomavi, Jaime Vasconcellos, comenta que é importante ressaltar que setembro deste ano apresentou o pior desempenho para o mesmo mês dos últimos dez anos de pesquisa.

Dentre os municípios que compõem a RMSP, São Paulo contou com a maior redução do mercado de trabalho formal do varejo de materiais de construção em setembro: -146 vagas. Já Itaquaquecetuba, com 27 vagas, registrou o maior saldo positivo.

Considerando o desempenho dos últimos doze meses, de outubro/15 a setembro/16, a retração é de -4.903 postos de trabalho do estoque total. Neste caso, os municípios com os piores desempenhos no ano, são: São Paulo (-2.644 vagas), Guarulhos (-677) e Carapicuíba (-220 vagas). Os maiores saldos positivos da RMSP ficaram para Barueri (+20 vagas) e Juquitiba (+13 vagas).

Houve geração de emprego em dois dos três setores do comércio de materiais de construção em setembro. O comércio de vidros registrou 9 novos postos de trabalho e o comércio de tintas e materiais de pintura, 5 vagas. Por sua vez, o varejo de ferragens, madeiras e materiais de construção perdeu 223 empregos.

Para Vasconcellos, o saldo negativo no acumulado do ano evidencia a profundidade da crise em que o país está inserido. Contudo, a tendência, a partir de agora, caso o cenário político e econômico se estabilize, é de aumento na confiança por parte de consumidores e empresários e, consequentemente, retomada nos investimentos em novas obras e nas reformas que foram paralisadas anteriormente. “Esse efeito tende a elevar as vendas e, como decorrência, os comerciantes passem a contratar mais”, ressalta. Logicamente, se mostra necessário alterações no campo da economia real para que a tendência se torne mais positiva. “Com redução da inflação e de juros, haverá mais espaço para melhoria no poder de compra e investimentos dos agentes. Ainda assim, não se espera melhores dados de emprego no setor na Região Metropolitana de São Paulo antes de 2017”, finaliza.

Fonte: Agência IN

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