• Outubro de 2017
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Emprego no varejo de gêneros alimentícios dá sinais de recuperação

A crise econômica e a queda na renda modificaram os hábitos do consumidor e vêm refletindo fortemente na rotina de compras dos estabelecimentos comerciais, até mesmo os que comercializam bens essenciais. O varejo de gêneros alimentícios, em especial, tem um alento: foi o último a ser fortemente afetado pela recessão e dá sinais de ser o primeiro a sair dela, principalmente em termos de geração de postos de trabalho, segundo análise do Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de S. Paulo).

Dados recentes sobre emprego mostram que o setor parece começar a “respirar”. Um aparente processo de retomada ? que não chega a ser um real processo de recuperação, que pode demorar anos, mas ao menos um início de reação ? está ocorrendo inicialmente em São Paulo e, mais especificamente, no setor de não-duráveis.

A rigor, em termos de emprego, enquanto o Varejo em geral iniciou um processo de demissões no final de 2014 e passou o ano todo de 2015 reduzindo o número de postos de trabalho, esse efeito somente ocorreu no Varejo de gêneros alimentícios a partir de 2016. Da mesma forma, enquanto o Varejo em geral sofria desde 2014 com queda nas vendas, esse fenômeno só atingiu a venda de gêneros alimentícios ao final de 2015, começo de 2016, com um ano de diferença.

“A saída da crise não está sendo linear, e o segmento de não-duráveis começa a mostrar que está deixando os piores momentos para trás, mais rapidamente do que outros segmentos do Varejo. Não é coincidência que o mesmo ocorre com o emprego. No varejo, principalmente em São Paulo, já há sinais claros de retomada, após um ano de 2015 muito ruim e um início de 2016 que chegou a assustar pela velocidade de fechamento de postos de trabalho”, afirma Alvaro Furtado, presidente do Sincovaga.

Neste momento, segundo os dados do Caged disponíveis até agosto, há uma recuperação lenta e gradual do emprego.

“No segmento de varejo neste ano o estado de São Paulo deve perder 50 mil postos de trabalho, sendo que o varejo de gêneros alimentícios deverá criar 8 mil novos postos de trabalho, praticamente todos no segundo semestre, após uma perda de empregos de mais de 6 mil postos no primeiro semestre”, explica o especialista.

O quadro de emprego no Varejo está um pouco melhor, e o segmento de supermercados e Alimentos e Bebidas deve se destacar no ano de 2016, pois embora o País esteja caminhando para uma recuperação, estima-se a perda ainda de mais de 1 milhão de postos de trabalho em vários setores.
“O Natal vai ser um momento de retomada, provavelmente, e, com efeitos mais positivos para os supermercados e o segmento de Alimentos e Bebidas do que para a média da economia, em virtude, também, da abertura de vagas temporárias”, completa o presidente do Sincovaga.

Fonte: Maxpress