• Outubro de 2017
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Varejo: TI ajuda a dar adeus às sacolas plásticas

O varejo brasileiro passou por mudanças radicais nos últimos anos e hoje o setor reconhece que o caminho é, cada vez mais, investir na melhoria dos negócios com o uso intensivo de tecnologia. “A TI modificou o modus operandi nos negócios de forma definitiva. Há pouco tempo ela era um diferencial competitivo, mas hoje é uma realidade imposta aos negócios, que não têm mais como existir sem seu uso. O diferencial competitivo hoje fica por conta do Business Intelligence”, afirma Paulo Braga, coordenador do painel “TI no Varejo”, que acontece dia 15 de setembro, durante o Rio Info 2014.

Durante o painel TI no Varejo, a empresa Verde-se será apresentada como case de sucesso no desenvolvimento de sistema de automação de empacotamento, que substitui sacolas plásticas, monitora o comportamento dos clientes e acelera o processo de atendimento nos caixas, dando aos clientes maior capacidade de atendimento e dados para uma melhor gestão do processo. Caio Camargo, editor do blog Falando de Varejo, e Mauricio Decarlo, professor de Administração de Projetos da Unifeso, são alguns dos convidados para o debate.

“A agilidade no atendimento ao cliente por meio dos PDVs, um melhor relacionamento pós-venda com o CRM (Customer Relationship Management), uma logística eficiente com o SCM (Certified ScrumMaster – Gestão Ágil de Projetos) e uma melhor gestão dos negócios com um ERP (Enterprise Resource Planning – sistema integrado de gestão empresarial), que engloba isso tudo de modo integrado. A integração e uso destas ferramentas constroem o Business Intelligence (BI) da empresa e proporcionam governança, de modo focado na estratégia empresarial”, afirma.

Depois das mudanças iniciadas na segunda metade dos anos 90, as atenções do mercado estão voltadas para os negócios online. “Muitas empresas online foram criadas, talvez na empolgação dos empreendedores de estarem sintonizados com a inovação, mas acabaram por se transformar em negócios mal sucedidos e muito dinheiro foi perdido, o que causou certo temor no mercado. Passado o susto, diversos negócios se consolidaram no comércio eletrônico, o que encorajou o varejo tradicional a ingressar nele. Hoje uma prioridade até para se manter no mercado”, explica.

Para Braga, o elevado nível de sofisticação da gestão dos negócios, por meio da tecnologia, proporciona à administração moderna possibilidades quase que infinitas, graças ao empoderamento dos valores dentro do negócio, descentralização do poder e decisões mais precisas e acertadas.

“Creio que agora o foco seja no comércio eletrônico e no estreitamento do relacionamento com o cliente. Acredito ainda que, num futuro não distante, as lojas do varejo tradicional passarão a ser meros showrooms onde os clientes terão o contato físico com o que pretendem adquirir e ali mesmo farão sua compra online. Há algumas lojas nos EUA, por exemplo, que já prometem a entrega no mesmo dia da compra online. Lança-se aí um novo desafio logístico que só a tecnologia poderá superar e esta, certamente, também será uma tendência promissora”.