• Novembro de 2017
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Vendas do varejo paulista caem 13% em julho e 6,6% no ano, diz associação

O volume de vendas do varejo do Estado de São Paulo caiu 13% em julho frente ao mesmo mês do ano passado, segundo a pesquisa ACVarejo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A retração foi maior do que a registrada em junho (-10,5%) e próxima à de maio (-12,9%), na mesma base de comparação.
O levantamento é feito mensalmente pelo Instituto de Economia da ACSP com base em informações oficiais fornecidas pela Secretaria da Fazenda do Estado. No período acumulado do ano (janeiro a julho) e na variação em 12 meses o comércio paulista acumula quedas de 6,6% e de 7%, respectivamente.

Os dados se referem ao varejo ampliado, que inclui automóveis e material de construção.

– Os resultados negativos de julho continuam a refletir a severa crise enfrentada pelo varejo, mas esperamos um arrefecimento das quedas até o final do ano, devido à base mais fraca de comparação, à redução dos estoques e ao início da recuperação da confiança de consumidores e empresários – avalia Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

As menores quedas nas vendas em julho ocorreram em farmácias/perfumarias (-5,2%) e em supermercados (-0,5%), por abarcarem produtos de consumo essencial.

– São segmentos tradicionalmente mais resistentes a recessões – comenta Alencar Burti.

Aliás, foram os únicos com crescimentos – mesmo que pequenos – nas outras bases de comparação. Em farmácias e perfumarias, os aumentos foram de 0,9% no período acumulado do ano (janeiro a julho) e de 2% na variação em 12 meses, enquanto para os supermercados as altas foram de 0,2% e de 0,7%, respectivamente.

De todos os nove segmentos analisados pela ACVarejo, as maiores reduções em julho de 2016 sobre julho de 2015 foram registradas naqueles mais dependes do crédito: lojas de móveis e decorações (-29,3%) e concessionárias de veículos (-24,8%). Destaque para vestuário, que encolheu 20,3% por conta da alta do dólar.

Em julho, nenhuma região paulista viu seu comércio varejista aumentar as vendas sobre o mesmo mês do ano passado. A Região Metropolitana Oeste/Osasco foi a que mais caiu (-26,7%), seguida pelo litoral (-16,5%) e pelo Alto Tietê (-16,3%). Já as regiões menos afetadas pela crise varejista em julho foram Marília (-6,1%), Vale do Paraíba (-6,5%) e ABC (-6,9%).

Marília foi a única com crescimento no acumulado de janeiro a julho (+1,5%). A região também registrou a menor queda na variação em 12 meses (-0,3%).

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