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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
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Preços no varejo avançam em janeiro, aponta Fecomercio-SP
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Os preços no varejo começaram o ano em alta. De acordo com pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o Índice de Preços no Varejo (IPV) registrou alta de 0,63% na comparação com dezembro, quando foi registrada queda de 0,05%.
O avanço de janeiro foi o maior obtido desde junho de 2008, quando o índice subiu 1,25%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice registra aumento de 1,30%.
Dos 21 grupos analisados pela pesquisa, 14 registraram elevação nos preços em janeiro. A alta é liderada pelo setor de Supermercados, que apresentou expansão de 1,02% em janeiro, invertendo a queda de 0,69% registrada em dezembro. Com ponderação de 32,02% na formação do índice, foi o fator mais relevante para a expansão do IPV.
As fortes chuvas comprometeram a safra de produtos in natura como as Verduras (12,98%), os Tubérculos (4,70%) e as Frutas (3,89%), pressionando os preços nos supermercados, explica a Fecomercio. Outros produtos que tiveram aumento de preço foram: Pescados (3,49%), Leites (3,38%), Cereais (3,36%) e Adoçantes (3,04%).
Outro setor que registrou alta nos preços com por conta das chuvas foi o de Feiras, com expansão de 4,44% no mês de análise contra 2,18% em dezembro.
"Os produtos alimentícios devem continuar influenciando o aumento no índice geral por conta do excesso de chuvas", explica Júlia Ximenes, economista da Fecomercio.
Outro destaque de alta foi o segmento de Combustíveis e Lubrificantes, com um avanço de 2,38% em janeiro ante uma oscilação de 0,69% em dezembro. O Álcool registrou elevação de preços de 12,93%, enquanto o preço da Gasolina subiu 1,11%.
Segundo Júlia, estes resultados refletem a redução da oferta de etanol no mercado interno, provocada pela valorização do açúcar no mercado internacional, que fez com que parte das usinas orientasse sua produção para o alimento em detrimento do combustível.
Contribuiu ainda para a alta nos preços a queda da produção de cana-de-açúcar ocasionada pelo excesso de chuva, além do aumento do consumo no mercado doméstico em virtude da expansão das vendas de veículos "flex".
Já os preços dos Materiais de Construção tiveram alta de 0,91% em janeiro contra 0,47% em dezembro, devido à maior procura por esses bens com a perspectiva de término da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
"O comportamento não deve ser entendido como uma tendência, mas como um realinhamento de preços, tendo em vista que, no período de 12 meses, o setor acumula variação negativa de 1,96%" , adverte Júlia.
Entre os destaques de queda ficou o setor de Vestuário, Tecidos e Calçados, com retração de 0,78% em janeiro contra uma elevação de 0,47% no mês anterior. Os preços foram influenciados pelas liquidações de queima de estoque após as vendas de Natal.
A perspectiva da Fecomercio para os próximos meses é de que os preços de produtos como eletrodomésticos de linha branca, veículos novos e materiais de construção sofram " discreta elevação " , por conta do fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido e o término dos estoques que contam com este incentivo fiscal.
Com relação aos preços dos combustíveis, a previsão é de que eles ainda sofram pressão até que os estoques se normalizem. " Mas esses efeitos devem ser amenizados por conta das medidas adotadas pelo governo, como a redução da porcentagem do álcool na gasolina, a importação de combustível e a redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) " , completa a economista da federação.
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Fonte: Valor Online
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Tags: Ipi, Fecomercio
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