• Novembro de 2017
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Pequeno varejo vende mais barato que hipermercados

A edição 2016 do estudo Mercado de Vizinhança, realizado anualmente pela GfK desde 2011, foi apresentado no Encontro Nacional da Cadeia de Abastecimento (Enacab), realizado de 8 a 10 de agosto, no São Paulo Expo e revelou que, apesar do cenário econômico desafiador, o pequeno varejo de alimentos está mais competitivo e faturou 7% mais em 2015 na comparação com o ano anterior. O melhor desempenho foi o das lojas de quatro checkouts, que cresceram 12,3% em relação a 2014.

Para o diretor da GfK, para o setor de Varejo, Marco Aurélio Lima, o segmento continuará crescendo tanto em número de lojas como em faturamento, mas a taxas menores que as verificadas desde o início da série do estudo em 2011. Os resultados da pesquisa também demonstram que os empresários do setor estão mais otimistas com relação ao desempenho do negócio em 2016, uma vez que 35% dos 400 varejistas entrevistados afirma acreditar que este ano será melhor do que 2015.

As fontes de abastecimento são de importância estratégica para o desempenho e a rentabilidade do negócio. O principal fornecedor dos mercados de vizinhança são os distribuidores, que atendem 75% dos estabelecimentos entrevistados. Em seguida, os atacadistas com serviço de entrega (35%) e os próprios fabricantes (31%). Os super e hipermercados atendem 16% das lojas e as centrais de abastecimento, apenas 2%.

– O formato cash & carry já atende 26% das compras do segmento e tende a ganhar ainda mais participação – afirma Marco Aurélio Lima.

A pesquisa também revela mudanças na competitividade e no posicionamento de preços do segmento. Pela primeira vez desde 2011, os preços praticados pelo pequeno varejo estão inferiores aos dos super e hipermercados. No primeiro trimestre do ano, o valor da cesta composta por 35 produtos de consumo básico chegou a custar menos nessas pequenas lojas em comparação com os grandes super e hipermercados. O estudo da GfK também investigou o perfil dos gestores que estão à frente das empresas do segmento, identificando quatro perfis predominantes: o promissor solitário (23%), o varejo profissional (20%), as mulheres no varejo (26%) e o lápis na orelha (31%). O detalhamento desses perfis traz interessantes insights sobre o desenvolvimento futuro desse mercado.

A metodologia inclui 400 entrevistas anuais com empresários e gestores de lojas do segmento, e informações do Painel GfK do Pequeno Autosserviço que coleta preços de 35 categorias de produtos básicos em visitas mensais a 1920 estabelecimentos

Atacado fecha semestre praticamente estável e mostra crescimento em junho ante maio
O difícil cenário econômico vivido pelo país desde o início de 2015 impôs perdas a praticamente todos os segmentos econômicos, incluindo o atacadista distribuidor. Contudo, ao encerrar-se o primeiro semestre de 2016, este segmento sinaliza de forma mais consistente uma leve recuperação, segundo os resultados da pesquisa mensal do Banco de Dados Abad, realizada pela Fundação Instituto de Administração (FIA).

As perdas reais acumuladas no ano passaram de -0,7%, em maio, para -0,22% em junho, aproximando o setor da projeção de estabilidade anunciada no início do ano. Levando-se em conta que a economia ainda apresenta algum grau de incerteza, o resultado, embora ainda negativo, é considerado satisfatório.

Já os dados nominais (não deflacionados) de junho apontam crescimento de 4,5% em relação a maio e 11,31% na comparação com o junho do ano passado. No acumulado do ano, a variação é de 9,41% sobre os primeiros seis meses de 2015.

Somados aos resultados da pesquisa Termômetro de Vendas, também apurada pela FIA, que oferece uma projeção para o mês recém-terminado (julho), os dados disponíveis embasam o aumento do otimismo do setor quanto a encerrar o ano com um pequeno crescimento de até 1%.

Segundo o Termômetro dde julho, a variação nominal do faturamento do setor será positiva em todas as análises: 3,03% em relação a junho, 7,49% em relação a julho de 2015 e 9,12% no acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2015.

Para o presidente da Abad, José do Egito Frota Lopes Filho, o cenário de otimismo é complementado pelas recentes pesquisas que apontam o aumento da confiança do consumidor e da indústria, que devem levar a alguma recuperação no consumo no segundo semestre.

– As empresas do setor, desde 2015, vêm fazendo ajustes internos e investindo em melhorias na operação e na gestão, de modo a garantir a competitividade diante de um cenário profundamente desafiador. E, pela primeira vez em vários meses, enxergamos que a confiança vai retornando ao mercado, permitindo vislumbrar uma real retomada a partir de 2017.

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