• Novembro de 2017
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Emprego e faturamento da indústria recuam no primeiro semestre

As horas trabalhadas na produção registraram queda de 9,6% no primeiro semestre deste ano, ao mesmo tempo em que o faturamento industrial registrou tombo de 11,5% no período, informou nesta segunda-feira (1º) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ainda de acordo com a CNI, o emprego na indústria recuou 9,1%, a massa real de salários diminuiu 9,9% e o rendimento médio real dos trabalhadores encolheu 0,8%.

Já a chamada utilização da capacidade instalada, ou seja, o nível de uso do parque fabril, está 1,2 ponto percentual menor do que a registrada em junho do ano passado, informou.

"Os dados do primeiro semestre confirmam que a indústria atravessa uma das piores crises da sua história", acrescentou a entidade. As comparações foram feitas com o primeiro semestre do ano passado.

Mês de junho

Apesar dos dados negativos no primeiro semestre, os números da CNI mostram uma pequena recuperação em junho deste ano.

Segundo a entidade, o faturamento da indústria cresceu 2% em junho, na comparação com o mês anterior, na série dessazonalizada (uma espécie de "compensação" para poder comparar períodos diferentes). A alta veio após três meses seguidos de queda.

No mesmo período, as horas trabalhadas na produção tiveram pequena alta de 0,2% e o nível de utilização da capacidade instalada registrou leve melhora de 0,3 ponto percentual e alcançou 77,4%.

De acordo com a pesquisa, o mercado de trabalho, porém, continua encolhendo. Em junho, o emprego na indústria caiu 0,6% na comparação com maio, na série de dados dessazonalizados. Foi a 17ª queda consecutiva do indicador.

Com a retração do emprego, a massa real de salário recuou 0,6% e o rendimento médio real dos trabalhadores ficou estável, na comparação com maio.

Dados mensais positivos

"Os resultados de junho, embora ainda não indiquem a reversão do ciclo recessivo, são positivos, pois mostram uma pequena reação da atividade industrial", avaliou a entidade.

Para o presidente da CNI, Robson Andrade, a saída da crise e a retomada do crescimento da indústria e da economia dependem de ações e reformas que resgatem a confiança dos empresários e criem um ambiente mais propício aos investimentos, à produção e à criação de empregos.

"Para o país voltar a crescer de forma sustentada, precisamos investir em infraestrutura, ampliar a participação do Brasil nos mercados internacionais, fazer a reforma da Previdência Social, modernizar as relações do trabalho e melhorar a qualidade dos gastos públicos", acrescentou ele.

Fonte: G1

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