• Novembro de 2017
Home / Notícias

Notícias

Smartphones aumentam importância para indústria de bens de consumo no Brasil

O telefone celular segue crescendo em importância na vida da população brasileira. Alguns já preferem pagar a conta do telefone para se manterem conectados na internet e atrasar os pagamentos de água e luz. Uma pesquisa mostrou que o país é um dos que mais utiliza o WhatsApp, e quase metade da população disse que pretende acompanhar as Olimpíadas pela telinha do smartphone.

Para a indústria, o celular também é um dos produtos mais importantes. Nos últimos 12 meses, os aparelhos ligados à telecomunicação aumentaram a fatia de mercado entre os produtos de bens de consumo de 35,6% para 39,4%. Os números são de um relatório da GfK Brasil.

O faturamento total da indústria de bens de consumo no período caiu de R$ 38 bilhões nos cinco primeiros meses de 2015 para R$ 35 bilhões de janeiro a maio deste ano. Os smartphones faturaram apenas 1% a menos, apesar de uma queda de 28% no total de unidades vendidas, compensada pelo aumento de 40% nos preços praticados. A queda nas vendas foi vista em todos os setores de bens de consumo.

O valor médio dos smartphones no país foi de R$ 603 entre janeiro e maio de 2015 para R$ 891 no mesmo período de 2016. Pelo menos o avanço tecnológico tem sido evidente, com 54,7% dos dispositivos vendidos atualmente possuindo suporte à tecnologia 4G, contra apenas 13,5% 12 meses antes. Já as câmeras, que eram 38% com resolução de até 10 megapixels, hoje saem com 12 a 15 MP em 33,5% dos casos.

Perspectivas

Römerscheidt espera uma retomada do crescimento apenas em 2018. Mas a queda, segundo ele, não está relacionada à crise financeira pela qual o país passa, mas sim com a falta de inovação geral no mercado de smartphones, que tem apresentado baixo crescimento global, com expectativas de crescer apenas um dígito, segundo a Gartner.

"No Brasil, devemos chegar em 2017 a uma patamar semelhante ao de 2012", previu o diretor, estipulando um prazo para que a crise comece a dar sinais de chegar ao fim. Até lá, o país deve ver uma diminuição de R$ 3 bilhões no faturamento de bens duráveis, atingindo o total de R$ 75,7 bilhões. Em 2017, este número deve cair ainda mais, para R$ 73 bilhões.

Fonte: Tudo Celular

Posts Recentes