• Outubro de 2017
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Maioria dos lojistas virtuais pretende investir mais em 2016

Pesquisa realizada pela consultoria eNext, em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), revela que mais da metade (69,7%) dos lojistas virtuais brasileiros pretendem aumentar o investimento no e-commerce nos próximos três meses.

Entre eles, 42% pretendem aumentar entre 5% a 25% a proporção de investimento no e-commerce, e 28% mais 25%. Por outro lado, 24% dos 373 empresários do setor pretendem manter o ritmo atual de aportes. Resultados que, na opinião de Gabriel Lima, sócio-diretor da eNext, demonstra a confiança dos empresários nesse setor.

"O mercado de comércio eletrônico está descolado da realidade brasileira em relação à crise, mantendo-se confiante", afirma. "Por outro lado, é interessante notar que os varejistas estão direcionando o investimento para canais mais eficientes e alinhados com as demandas dos consumidores”, complementa.

Não por acaso, as redes sociais lideram a preferência dos lojistas na hora de investir. Estão nos planos de 44% deles. Os principais motivos para o investimento nesses canais são o aumento crescente das mídias sociais na tomada de decisão do consumidor e o empoderamento dos influenciadores. O e-mail marketing, o uso de Search Engine Optimization (SEO, em inglês) e as plataformas de e-commerce seguem igualmente na lista de prioridades, com 43%, 43% e 35%, respectivamente.

"Existe de forma geral um otimismo dentro da nossa carteira de clientes que fizeram investimentos em novas tecnologias e também no ritmo de contratação para novos projetos", afirma Luan Gabellini, sócio-fundador da Betalabs, empresa especializada em gestão de comércio eletrônico. "Sentimos varejistas tradicionais buscando o mercado online e também novos investidores em busca de oportunidades", diz.

Segundo Gabellini, além dos investimentos tradicionais de marketing como redes sociais e SEO, há também um elevado volume de recursos em tecnologia móvel e adequação para sites responsivos. A busca por conveniência, como a modalidade de clube de assinaturas, modelo que ajuda o varejista a conseguir receitas recorrentes, também tem sido observado, diz.

Os marketplaces também se tornaram bastante atrativos para esses lojistas virtuais, avalia Thiago Mazeto, gerente de Marketing da Tray, vertical de comércio eletrônico da Locaweb. "Neste ano tivemos um aumento de vendas principalmente devido aos marketplaces", diz. De acordo com ele, o faturamento da empresa cresceu 17% nos seis primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado.

O executivo da Tray reforça, porém, os investimentos em redes sociais, em SEO, em e-mail marketing e em inbound marketing. "São mídias mais baratas e de retorno a médio prazo, porém quando estão bem segmentadas são excelentes opções", avalia Mazeto. "Em nossa base de clientes, o que tenho visto é o lojista buscando cada vez mais conhecimento desses novos canais de venda e buscando se especializar, migrando o investimento para essas mídias", complementa.

Fonte: IDG Now!