• Outubro de 2017
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Vendas nos supermercados e hipermercados recuram 5,6%

O IBGE mostrou hoje que os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo marcaram taxa de -5,6% no volume de vendas em maio de 2016, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. Este resultado foi o principal para a contribuição negativa na formação da taxa global do Comércio Varejista. Em termos de resultados acumulados, a atividade apresentou variação no ano de -3,7% e nos últimos 12 meses de -3,4%. Este desempenho negativo vem refletindo o menor poder de compra da população, tanto pela redução da renda real quanto por pressão inflacionária do grupamento alimentos em domicílio, medido pelo IPCA.

Entre os destaques da pesquisa estão:

Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que englobam lojas de departamentos, joalherias, artigos esportivos e brinquedos, com recuo de 15,5% em relação a maio de 2015, proporcionando o segundo maior impacto negativo na formação da taxa do volume de vendas do varejo. Vale ressaltar o já citado recuo da massa real de rendimentos das pessoas ocupadas e a maior restrição do acesso ao crédito, comprometendo o volume das vendas comemorativas do Dia das Mães em 2016. Para os cinco primeiros meses do ano a variação acumulada foi de -13,1%, e para os últimos 12 meses, de -8,0%.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos, com variação de -14,6% no volume de vendas em relação a maio do ano passado, registrou o terceiro maior impacto negativo na formação da taxa do varejo. A dinâmica de vendas desse segmento, bastante associada ao crédito, também pode ser associado ao fraco desempenho das vendas em comemoração ao Dia das Mães, comparado a maio de 2015. No acumulado do ano e dos últimos 12 meses, as taxas foram de -15,3% e -15,9%, respectivamente.

O segmento de Combustíveis e lubrificantes apresentou recuo de 10,9% no volume de vendas em relação a maio de 2015, respondendo pela quarta maior contribuição negativa à taxa global do varejo. A taxa de crescimento acumulada no ano (-10,0%) e a dos últimos 12 meses (-8,7%) refletem, ainda, a elevação dos preços de combustíveis acima da média geral de preços. Embora, em maio de 2016, os preços dos combustíveis tenham apresentado a menor variação em 12 meses.