• Novembro de 2017
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Indústria quer mais horas no emprego e medidas mais duras

O presidente interino da República, Michel Temer, reuniu-se, nessa sexta-feira, dia 08, com todos os empresários e industriais que fazem parte da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O encontro serviu para que ambos os lados, governo e empregadores pudessem expor as suas dificuldades e quais objetivos deveriam seguir para que o país possa sair mais rapidamente da crise que se encontra. Numa posição de ouvir mais e cobrar menos, o governo expôs a necessidade de um diálogo mais com o setor empresarial. Do outro lado, mais cobrança em adotar ações de curto prazo que o governo anterior não teve coragem de pôr em prática.

Na fala da presidente do BNDES, Maria Silvia Marques, que esteve presente ao encontro, a melhor definição do governo Temer em relação ao setor privado: diálogo. Esse foi o tom inicial das conversas. Nesse sentido, a mesma defendeu a necessidade de se inovar para crescer e se tornar competitivo. Esta tarefa parece que deverá ser delegada ao setor empresarial enquanto durar o mandato do presidente interino.

O setor empresarial cobra medidas urgentes e de caráter patronal

Aproveitando o mote de que a projeção do rombo das contas públicas será menor em 2017, de R$ 170 milhões em 2016, para R$ 139 bilhões no final do no que vem, o empresariado pega carona no fato de que o rombo poderia ser ainda menor, caso medidas urgentes pudessem ser adotadas. Num tom de cobrança, o atual presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga de Andrade salientou a necessidade de, por exemplo, aumentar a carga horária do trabalhador brasileiro, das atuais 44 horas semanais para até 80 horas semanais. Além disso, ele cobrou do governo a tão discutida reforma na previdência e a necessidade urgente de se mexer na legislação trabalhista brasileira.

O empresário justificou a adoção de algumas ações mais duras, tomando-se como base o modelo adotado pela França, recentemente. Ele elogiou o governo daquele país em tomar medidas sem a necessidade de se consultar o parlamento. A queda na produção e a falta de competitividade foram cruciais para que o estado francês agisse duramente na economia, mesmo que isso custasse um maior sacrifício por parte da classe trabalhadora. Ele criticou os movimentos sindicais no país que querem reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais e disse que esses tipos de medidas devem ser encaradas como uma necessidade de adaptação às novas realidades econômicas que cada um poderá experimentar.

Apesar de defender medidas tão impopulares para a classe trabalhadora, o presidente da CNI defendeu uma posição contrária ao fato de que o governo venha a adotar medidas de elevações de impostos. Robson Andrade argumentou que o país possui outras alternativas para que se busque uma redução de seus custos de produção e que um aumento de tributos, neste momento, poderia comprometer e paralisar toda a cadeia produtiva, visto que seria necessário o repasse para o consumidor final. Este responderia com uma diminuição do consumo e levaria, consequentemente, a uma diminuição das receitas.

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