• Novembro de 2017
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Confiança dos empresários do varejo paulistano cresce 6,1% em junho

Após seis meses de estabilidade entre 74 e 76 pontos, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) atingiu 80,6 pontos em junho - elevação de 6,1% em relação a maio. Na comparação com o mesmo período de 2015, o indicador ficou estável. Mesmo com a elevação em junho, o índice permanece abaixo dos 100 pontos - a última vez que superou a marca foi em dezembro de 2014 -, sinal que continua o pessimismo dos empresários com relação ao nível de atividade em geral da economia.

Apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total). Segundo a Entidade, o pessimismo dos empresários reflete principalmente a queda das vendas do varejo. Entretanto, assim como já vinha sendo observado entre os consumidores, houve uma melhora das expectativas decorrente da formação de uma nova equipe econômica e do anúncio de medidas para enfrentar a crise.

De acordo com a pesquisa, em junho, houve diferença na evolução da confiança entre os donos de grandes e pequenas empresas. Enquanto nas com menos de 50 funcionários o ICEC cresceu 6,3%, nas grandes companhias, que empregam mais de 50 pessoas, o índice caiu 2,1%. Apesar da diferença do resultado, a FecomercioSP acredita que exista uma espécie de unanimidade de diagnóstico sobre os problemas e de medidas para reverter o quadro de desemprego e baixo crescimento. Essa convergência rara de opiniões entre técnicos, economistas e políticos abre espaço para mudanças positivas, algumas que podem gerar efeitos inclusive no curto prazo. Essas perspectivas se refletem de imediato na confiança de consumidores e de empresas.

Indicadores

O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), um dos componentes do ICEC, atingiu 40,4 pontos, elevação de 1,5% na comparação com maio. O item que mede o humor do empresariado em relação às condições atuais da economia (CAE) foi o principal responsável pela elevação no mês, pois subiu 5,5%. Na comparação com junho de 2015, porém, houve retração de 3,7% no ICAEC.

O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) de junho, por sua vez, mostra que o empresariado está um pouco mais otimista em relação ao futuro e registrou alta de 6,8%, passando dos 118,9 pontos de maio para 126,9 pontos em junho. A alta no IEEC foi motivada pela expectativa da economia brasileira (EEB), que cresceu 11,5%.

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), que mede a propensão dos empresários em relação a novos investimentos, cresceu 7,6% em junho e atingiu 74,4 pontos. O indicador que mais contribuiu para a elevação do índice foi de contratação de funcionários (IC), que registrou crescimento de 15,3%.

Para a FecomercioSP, o ICEC voltou a registrar a mesma pontuação apurada em junho do ano passado, e a variação mensal registrada em junho é a primeira alta expressiva desde outubro de 2013, quando o indicador registrou crescimento de 7,4%. Tudo indica que a troca de governo foi o principal fator para a melhora do humor dos empresários, que já compreenderam que a recuperação do nível de atividade passa, necessariamente, pela reorganização política e econômica do País.

Entretanto, na avaliação da Entidade, a combinação de juros altos, queda da renda e aumento do desemprego deve manter baixo o volume de vendas do varejo no curto prazo e, consequentemente, a confiança dos empresários.

Para que a confiança continue crescendo, ressalta a FecomercioSP, é necessário que haja entregas efetivas por parte da nova equipe econômica, como reformas estruturais, ajuste das contas públicas com corte de gastos - e, não, aumento de impostos -, aprovação do teto de despesas do setor público e privatizações. As medidas apresentadas até agora e a rapidez com que elas vêm sendo anunciadas parecem estar animando consumidores e empresários. No entanto, se esse ímpeto inicial não se confirmar em mudanças efetivas, os agentes econômicos podem voltar a ficar desanimados, minando assim a esperada retomada do consumo.

Fonte: Agência IN

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