• Novembro de 2017
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Comércio de Manaus fecha 192 lojas de janeiro a abril de 2016

MANAUS - A queda nas vendas do comércio varejista no Amazonas provocou o fechamento de dezenas de estabelecimentos comerciais na região. De janeiro a abril deste ano, aproximadamente 192 lojas do setor fecharam as portas no Estado, conta o empresário e presidente da Assembleia Geral da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra Filho.

De acordo com Bicharra, todos os segmentos do comércio varejista foram afetados com a crise e o Amazonas sofre duplamente com o atual cenário econômico. “Com o aumento do desemprego, automaticamente diminui o poder de compra da população e quando o polo industrial não vai bem, o comércio sente de imediato”, avalia.

Segundo o presidete, a taxa de inadimplência no País beira os 50%, contribuindo para os números negativos no comércio. “Metade dos brasileiros deve e não consegue pagar suas dívidas, o que inibe o consumo”. Dados do IBGE, divulgados em junho, apontam o Amazonas entre os Estados com variações negativas para as vendas no comércio varejista com retração de 1,6%. Em comparação com o mesmo período de 2015, a redução de vendas alcançou 14,3%.

O Amapá lidera a lista com uma queda de 15,1%, seguido de Rondônia (-14,7%). No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de veículos, motos, partes e peças e materiais de construção, foi registrada redução em todos os Estados.

Diante desse cenário recessivo, a confiança do consumidor ficou abalada, explica Bicharra. Segundo ele, a taxa está abaixo do índice nacional. “O consumidor não sabe como investir nessa situação e o próprio empresário como empregar. As eleições devem dar um novo ar e assim espera-se renovar a confiança dos eleitores no cenário político e econômico do país”, analisa.

Para Bicharra a economia brasileira deve ser recuperada apenas no segundo semestre de 2017. “Pela nossa análise, mesmo com os indicadores negativos, o cenário do comércio que estava em queda livre parou e está equilibrado. Mas veremos mudanças a longo prazo, devido 2016 ser considerado um ano muito difícil”, disse.

Segundo o IBGE, o Estado ainda foi o que teve a maior queda no setor de Serviços em abril quando comparado com o mesmo período de 2015, alcançando 15,3% na redução no volume de atividades. As vendas do comércio varejista recuaram 1,6% no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, divulgados nesta última terça-feira (28) pelo Banco Central (BC). As regiões Centro-Oeste e Norte destacaram-se com as maiores quedas: 2,4% e 1,8%, respectivamente.

De acordo com o BC, houve retração nas vendas em todos os dez segmentos pesquisados, destacando-se os registrados em livros, jornais, revistas e papelaria com queda de -6,6%; seguidos de tecidos, vestuário e calçados que marcaram -6,2%.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico também caíram 4,4%. Indicadores apontam acomodação na tendência de retração das vendas no varejo no início do segundo trimestre de 2016. Ainda segundo os dados, o índice Serasa Experian de Atividade do Comércio, de abrangência nacional, registrou estabilidade, comparativamente a recuo de 2,6% no trimestre. Já o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aumentou 0,9% no trimestre em relação a igual intervalo de 2015. O indicador registrou variação mensal positiva após sequência de 36 meses de resultados negativos.

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