• Novembro de 2017
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Via Varejo define termos para integração com a Cnova Brasil

A Via Varejo, empresa do Grupo Pão de Açúcar (GPA) e dona das Casas Bahia e do Pontofrio, firmou com a Cnova os termos para a integração dos negócios de comércio eletrônico no Brasil. A possibilidade da combinação já havia sido anunciada pelas empresas no final do mês de abril. Com a reorganização, o GPA informa em Fato Relevante que a Via Varejo passará a reunir tanto os negócios de lojas físicas de eletroeletrônicos como o comércio eletrônico brasileiro do grupo.

O grupo francês Casino, controlador do GPA, deve formular uma oferta pública de aquisição das ações da Cnova, empresa que hoje é listada na Nasdaq. O Casino se comprometeu a formular a oferta caso a reorganização da Cnova e Via Varejo seja aprovada pelos acionistas.

Segundo o fato relevante, a premissa para a incorporação da Cnova Brasil pela Via Varejo é ainda de que não ocorra diluição dos acionistas da Via Varejo. O processo terá que ser aprovado em assembleia de acionistas da Via Varejo. O GPA informou que não exercerá seu direito de voto e que a decisão deverá se concentrar entre os minoritários.

Entre os principais acionistas da Via Varejo está a família Klein, do fundador das Casas Bahia. A família é favorável à reorganização, conforme confirma o Fato Relevante.

Se aprovada a reorganização, o grupo informa que deverá celebrar um novo acordo operacional com a Via Varejo. O acordo deve firmar novos termos e condições para o alinhamento comercial e estratégico das suas atividades de varejo e comércio eletrônico, principalmente no que se refere às compras conjuntas de produtos comuns e atividades de comércio eletrônico da marca "Extra".

Sobre a oferta pública de aquisição de ações da Cnova, o fato relevante esclarece que as ações da empresa de comércio eletrônico que hoje estão em posse do GPA não devem ser alienadas.

O Fato Relevante afirma que foi criado um comitê especial pelo GPA para tratar do tema das transações entre partes relacionadas. O comitê emitirá recomendações sobre a decisão de não alienar as ações da Cnova hoje em posse do GPA, sobre o voto a ser proferido pelo GPA na assembleia de acionistas e sobre os termos do novo acordo operacional.

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