• Novembro de 2017
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Vendas do comércio devem recuar 4,8% em 2016, estima CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a sua expectativa de vendas do comércio brasileiro em 2016 para um recuo de 4,8%, após o setor acumular queda de 7% no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Se confirmada a previsão, este será o pior desempenho do setor desde 2001, início da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informou a entidade. A expectativa anterior da CNC era de retração de 4,6%.

“Apesar da perda de força da inflação e seus impactos favoráveis sobre o volume de vendas, o contínuo encarecimento do crédito e a confiança abalada de consumidores e empresários levaram a CNC a reforçar a expectativa de que 2016 será o pior ano do setor varejista desde o início da PMC”, afirmou o economista da CNC Fabio Bentes, em nota.

No varejo ampliado, que inclui ainda os setores automotivo e de materiais de construção, a confederação manteve a previsão de queda no faturamento de 8,8% ao final do ano. A retração no primeiro trimestre chegou a 9,4%, registrando, "o pior comportamento das vendas desde 2004", quando o IBGE iniciou a medição deste segmento.

Pior março desde 2003

As vendas do comércio varejista brasileiro registraram queda de 0,9% em março na comparação com o mês anterior, segundo o IBGE divulgou nesta quarta-feira (11). Essa é a maior baixa para março desde 2003, quando o varejo teve retração de 2,4%.

O IBGE atribui o recuo aos "fatores inibidores de consumo: elevação da inflação, restrição do crédito e perda da renda real. Em março, frente ao mesmo mês do ano passado, as vendas caíram 5,7%.

A maioria dos ramos do comércio mostrou resultados negativos de fevereiro para março, com destaque para o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que depois de uma leve recuperação em fevereiro, voltou a recuar 1,7% no mês seguinte.

Também influenciou o desempenho geral do varejo brasileiro o setor de móveis e eletrodomésticos, que depois de ver suas vendas subiram 6,1% em fevereiro, amargou uma queda de 1,1% em março. A venda de combustíveis e lubrificantes também pressionou a queda do índice nacional, ao mostrar retração de 1,2% após alta de 0,3% em fevereiro.

"Esse recuo aconteceu em perfil generalizado entre as atividades, mas tem forte influência do movimento de hipermercados. Isso reflete não só a perda real da renda, que tem impacto direto do consumo do setor supermercadista, mas também reflete a variação do preço dos alimentos, que subiu acima da inflação e que também afeta o consumo”, analisou Isabella Nunes, gerente de serviços e comércio do IBGE.

Fonte: G1 Rio

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