• Novembro de 2017
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RS: Comércio luta para manter vendas no Dia das Mães

Dezembro ainda está longe, mas o varejo gaúcho já começa a se preparar para uma data mais próxima com efeitos semelhantes ao do principal mês do setor. A importância do Dia das Mães, nesse ano comemorado em 8 de maio, é tão grande para alguns ramos que a data é chamada de "segundo Natal" pelos lojistas. Embora as vendas ainda não tenham engrenado, o setor prevê repetir os números do ano passado, mas as lojas não descartam um crescimento.

"Estamos otimistas, com objetivo de aumentar as vendas neste ano", comenta Renata Vieira, gerente de umas das lojas O Boticário na Rua dos Andradas, no Centro da Capital. A rede é uma das poucas a já ostentar algum tipo de alusão à data no principal ponto do comércio de rua em Porto Alegre, e prepara lançamentos e promoções alusivos à comemoração. A expectativa se justifica pelo ramo em que a empresa atua. "Notamos que segue aumentando bastante, desde o ano passado, a venda de cosméticos. Talvez, no meio da crise, pelo menos ao amor próprio as pessoas se dão a esse direito", brinca o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comérciode Porto Alegre (Sindilojas), Paulo Kruse.

O segmento, aliás, deve ser o segundo mais procurado pelos clientes, segundo pesquisa divulgada pela Fecomércio-RS. Objetivo de 20,3% dos consumidores, os cosméticos só perdem para o já tradicional líder de vendas para o Dia das Mães, o vestuário, que deve responder por 45,7% dos presentes. A pesquisa da entidade aponta que os gaúchos gastarão R$ 135,14 por presente, valor poucos centavos abaixo do visto em 2015 (R$ 135,99).

"Não era de se esperar algo muito diferente, em um momento de desemprego crescente, inflação, juros altos", argumenta o presidente da Fecomércio, Luiz Carlos Bohn, lembrando que, se corrigido pela inflação, o valor representa uma queda real nas vendas. A cautela dos consumidores é ratificada, também, pela intenção de pagamento - na pesquisa 79,2% dos respondentes afirmaram que irão fazer suas compras à vista. "A população se comporta racionalmente, e os dados mostram que a situação não está fácil. Vão acabar comprando menos, sem se endividar nem gastar o que não têm", garante Bohn.

Nas lojas de rua, a expectativa é de que o auge do movimento aconteça nos quatro dias anteriores à data. Já nos shopping centers, a situação é diferente, já que o principal período de vendas, geralmente o domingo anterior, desta vez coincide com o feriado de 1 de maio. "Esperamos que o movimento maior aconteça no domingo de 24 de abril. Dessa vez, vai acabar ajudando nos resultados tanto de abril quanto de maio", comenta a gerente da Rabusch do Praia de Belas, Juliana Leite. A loja trabalha com uma expectativa de vendas até 10% maiores do que em 2015, e já contratou funcionários para reforçar a equipe.

Crise inibe brasileiro a fazer empréstimos bancários em 2016

A crise econômica e a instabilidade política têm mantido a intenção dos brasileiros de tomar crédito, em 2016, baixa: 18% dos consumidores pretendem fazer empréstimo ou entrar em financiamento neste ano. O resultado faz parte de pesquisa realizada em conjunto pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e pela TNS Brasil. A intenção de buscar crédito está no mesmo patamar de outubro de 2015. Em abril do ano passado, ela foi manifestada por 24% dos entrevistados. Por outro lado, a propensão a fazer um financiamento imobiliário cresceu entre os que estão dispostos a tomar empréstimos. O aumento foi de 10 pontos percentuais em relação a outubro de 2015.

Antes, 44% dos que buscariam crédito estavam interessados nesta modalidade de financiamento. Agora são 54%. No mesmo período, caíram a intenção de buscar empréstimos diretos para o consumidor (de 32% para 24%) e para automóveis (de 36% para 33%).

Vendas do Carrefour no Brasil crescem 9,9% no trimestre

As vendas do Carrefour Brasil cresceram 9,9% no primeiro trimestre ante igual período do ano passado. Em meio à recessão vivida pelo País, o aumento foi exaltado pela direção da varejista durante teleconferência para divulgação dos números trimestrais. A alta, porém, ficou apenas um pouco acima da inflação e, quando o caixa da empresa é convertido para euros, o faturamento do Carrefour Brasil caiu 12,5% diante da desvalorização do real - o pior desempenho entre todas as filiais detalhadas no balanço.

Balanço divulgado pela empresa mostra que, com câmbio constante, o movimento nas lojas abertas há mais de um ano cresceu quase dois dígitos no Brasil. "Na América Latina, continuamos com um quadro favorável, mesmo com o ambiente negativo. No Brasil, crescemos em todos os formatos: hipermercados, supermercados, lojas de conveniência e no Atacadão. Todos continuam mostrando números fortes", disse o diretor financeiro Pierre Jean Sivignon.

O pior impacto foi gerado pelo câmbio. Com a perda de valor do real brasileiro acumulada ao longo do último ano, o faturamento do Carrefour Brasil com câmbio corrente caiu 12,5%, para 2,665 bilhões de euros. O balanço mostra que o faturamento, em euros, do Brasil foi o que mais caiu entre todas as filiais do grupo. Sivignon disse que o câmbio tem gerado "impacto significativo" no Brasil.

Apesar da queda, a filial ainda tem o maior faturamento entre todas as subsidiárias fora da França. Ao ser questionado por um analista sobre a situação econômica e política no Brasil, Sivignon respondeu apenas que o grupo reafirma a aposta pelo multiformato das lojas e o foco em alimentos.

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