• Novembro de 2017
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Crédito, gestão de compras e análise de vendas são os caminhos para a indústria

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), voltou a subir 0,3 ponto no mês de março, alcançou sua terceira alta consecutiva e já acumula uma elevação de 1,4 ponto em 2016.

O indicador segue apresentando recuperação moderada, mas ainda assim permanece distante (12,6 pontos abaixo) da linha divisória entre a “falta de confiança” e “confiança”. “Mantido esse ritmo, o ICEI levaria 26 meses para superar os 50 pontos, ou seja, mais de dois anos para os empresários voltarem a mostrar confiança”, destaca documento da CNI.

Para que o índice de confiança volte a subir em uma maior velocidade, é necessária a retomada dos investimentos (que caíram para 74% em 2015) por parte da indústria. E, em tempos de crise, muitas vezes é preciso tomar crédito e ganhar fôlego para então investir. “Em geral o acesso ao crédito esta muito mais restrito, fazendo com que o empresário desista de pegar um empréstimo ou então se comprometa com taxas muito altas”, explica Dan Cohen, sócio-fundador da F(x)- lê-se "efe de xis".

O empresário, inclusive, criou a F(x) com o objetivo de facilitar a tomada de crédito. A plataforma conecta financiadores e empresas que precisam de crédito a partir do matching entre o perfil de ambos. “Após encontrar financiadores interessados - que pode ser mais de um -, a empresa que procura o crédito pode optar por ‘leiloar’ a sua necessidade de financiamento. Isso permitirá que melhores condições sejam negociadas, como garantias exigidas, prazo de financiamento e também taxas de juros mais atrativas”, explica Cohen.

Aprimorando processos

Com dinheiro em caixa, investir em soluções que tragam agilidade e inteligência é uma forma de reduzir custos e ganhar fôlego para crescer. “É necessário atacar onde estão os maiores gastos da indústria, e entre 60% e 70% de toda a receita é gasto em compras. Qualquer redução nessas aquisições é muito significativa para as companhias”, explica Carlos Campos, Sócio Diretor da Nimbi, empresa especializada em soluções para a cadeia de suprimentos.

Um sistema de gestão de compras, por exemplo, reúne fornecedores e permite realizar diversas modalidades de leilão, além de solicitar informações, cotações e propostas ao mercado. “Com isso é possível economizar até 30% em cada negociação, além de aumentar a produtividade da equipe de compras”, completa Campos, que atende grandes empresas como AVON, Raízen, Faber Castell, entre outras.

Olho no produto

Outro ponto para a indústria ganhar fôlego é ter um termômetro de como seus produtos estão sendo trabalhados pelo varejo. “O preço sugerido de um item é uma importante ferramenta para que os fabricantes possam fortalecer produtos e aumentar sua participação no mercado. Por isso, monitorá-lo no varejo é essencial para que o primeiro setor elabore as estratégias de venda como, por exemplo, atingir novas classes de um público-consumidor que não estavam no radar da companhia”, explica Ricardo Ramos, CEO da Precifica, empresa especializada em precificação inteligente.

Além de monitoramento, Ramos, que atende marcas como Whirlpool, Positivo, Lenovo, entre outras, também indica a análise de sortimento como uma forma de cavar oportunidades. “O relatório serve como alerta para o departamento comercial da indústria, que consegue descobrir quais itens de seu portfólio estão em falta e quais possuem maior aderência no varejo. É a motivação necessária para que vendedores atuem no sentido de realizar a reposição de estoque no ponto de venda”, completa.

Fonte: Divulgação

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