• Outubro de 2017
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Afetadas por móveis e supermercados, vendas do varejo caem 1,5% em janeiro

BRUNO VILLAS BÔAS RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Depois do tombo de 4,3% no ano passado, o varejo começou o ano mais pressionado do que o imaginado. As vendas do setor tiveram queda de 1,5% em janeiro na comparação com o mês anterior, informou o IBGE nesta quinta-feira (10). Foi o pior resultado para o mês desde 2005, quando as vendas do setor recuaram 1,9%. Um dos setores mais dinâmicos da economia na década passada, o comércio sente os efeitos do menor consumo das famílias, que cortaram gastos com a piora do emprego, alta da inflação e menor oferta de crédito.

Segundo os dados da pesquisa do IBGE, as vendas tiveram queda de 10,3% na comparação com janeiro do ano passado. Foi o pior janeiro desde 2001, início da série histórica da pesquisa. Considerando o desempenho acumulado nos últimos 12 meses, as vendas do setor tiveram queda de 5,2%. Os números vieram pior que as expectativa de economistas consultados pela agência Bloomberg, cujo centro (mediana) das projeções indicava queda de 0,7% frente a janeiro e de 8,5% na comparação com o mesmo mês de 2015. O setor vem de dois meses de instabilidade.

Em novembro, as vendas cresceram com consumidores antecipando compras de Natal para aproveitar a promoção da Black Friday. Em dezembro, as vendas caíram. O IBGE revisou o resultado das vendas de novembro do setor de uma alta de 1,6% para 0,5%, considerando a série com ajuste sazonal (que retira influências típicas de cada período). Dezembro permaneceu em queda de 2,7%. SETORES Na passagem de dezembro para janeiro, o principal destaque negativo ficou para o setor de móveis e eletrodomésticos, com queda de 4,3%, o segundo resultado negativo consecutivo, informou o IBGE.

Um dos setores com maior peso na pesquisa, o ramo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve queda de 0,9% na passagem dos meses, em sua terceira queda consecutiva. Outros resultados negativos vieram das atividades de combustíveis e lubrificantes (-3,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%), tecidos, vestuário e calçados (-0,5%), livros, jornais, revistas e papelarias (-0,1%). AMPLIADO O IBGE também calcula as vendas do varejo ampliado. Esse cálculo inclui veículos e materiais de construção. O cálculo é feito em separado porque os dois ramos também comercializam no atacado. Neste caso, as vendas do varejo ampliado tiveram queda de 1,6% na passagem de dezembro do ano passado para janeiro deste ano. E recuou 13,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

As vendas de automóveis tiveram queda de 0,4% na passagem de dezembro para janeiro e de 18,9% frente ao mesmo mês do ano passado. Já os materiais de construção recuaram 6,6% frente a janeiro e 18,5% frente ao mesmo mês de 2015.

Fonte: Folhapress