• Novembro de 2017
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Shoppings do Amazonas investem em novas estratégias para driblar crise

Mesmo com o desempenho negativo do comércio brasileiro, os shopping centers do País faturaram R$ 151,5 bilhões em 2015, o que representa um crescimento de 6,5% em relação a 2014. Mesmo sem grandes perdas, os comerciantes enfrentam o desafio diário de manter a clientela ativa e as vendas estáveis durante um ano em que a economia não deve apresentar sinais de melhora.

Por isso, as redes de shopping estão investindo em novas estratégias e treinamentos para seus colaboradores e lojistas, a exemplo do Amazonas que trouxe ontem o especialista em varejo Luiz Alberto Marinho que conduziu a palestra “#XôCrise: Desafios e Oportunidades para o varejo brasileiro em 2016”.

Segundo Luiz, os shoppings representam o ‘varejo da felicidade’, onde o ato consumir envolve muito mais que a necessidade de ter algo, mais o prazer de gastar. “A gente vende muitas coisas que as pessoas não precisam, no sentido mais estrito da palavra, mas que eles desejam muito. Um sapato, uma roupa, um livro, fazer um lanche, ir ao cinema. É prazer. As pessoas vêm aqui não em busca de coisas, mais de uma experiência prazerosa”, ressalta.

Marinho traz como ensinamentos investir na experiência do bom atendimento, agregar valor ao produto ou serviço que o consumidor está comprando e oferecer vantagens como programas de descontos, brindes e fidelidade . “Hoje o cliente está no centro dos negócios. Fizemos uma pesquisa que mostrou que 65% dos negócios de uma empresa vem dos clientes já existentes”.

Um dos exemplos de quem está se adaptando ao período crítico é a proprietária do parque temático infantil Florestinha, Daniela Martine. A fim de fidelizar os clientes, ela tem investido em atividades extras e brindes sem cobrar nada a mais por isso. “Este mês, fizemos campanha de adesivos colecionáveis, atividades como mini-chefes, fantoche, cinema com suco e pipoca. Nada disso é cobrado no ticket e tudo é para fidelizar e criar movimento no espaço”, explica.

O superintendente do Amazonas Shopping, Luiz Muniz, destaca as ações para ampliar o número de visitantes no centro comercial, como entretenimento e novas operações. “Recentemente trouxemos a Forever 21, a Livraria Leitura, a Mr. Cheney e a Quem disse Berenice. Daqui mais uns dois meses estaremos divulgando coisas muito boas que estarão surpreendendo todo mundo”.

Atualmente Manaus possui 10 shopping centers que fecharam 2015 com Área Bruta Locável (ABL) de 326.785,29 m², segundo números da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

PIB desafiador

As vendas dos shoppings brasileiros representaram 19% em relação ao varejo nacional em 2015. Por sinal, a atividade comercial registrou o pior desempenho anual dos últimos 68 anos, com a queda de 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do segmento econômico em 2015.

Fonte: A Crítica

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